A contratação de um substituto para Ney Franco no cargo de coordenador das categorias de base não está sendo tratada com urgência pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O presidente, José Maria Marin, e o diretor de Seleções, Andrés Sanchez, vão esperar o final dos Jogos Olímpicos de Londres para definir o nome para exercer uma função considerada chave no projeto iniciado por Mano Menezes no comando da Seleção.
Quando assumiu o cargo, Mano disse que uma das prioridades era aperfeiçoar o intercâmbio entre o time principal e as categorias de base. Por isso, participou pessoalmente da escolha de Ney Franco ao lado de Ricardo Teixeira, na época ainda presidente da CBF. O mesmo deve ocorrer agora, mas com a supervisão de Sanchez e Marin.
O trabalho de Ney Franco era considerado positivo e virou marca da era Mano Menezes celebrar o alto aproveitamento de atletas campeões no Sul-Americano Sub-20 que vão para a Olimpíada. Ao todo, sete jogadores estão nesta situação. Em Pequim, foram apenas dois participantes da campanha que classificou o time de Dunga para a Olimpíadas.
Por isso, a saída de Ney Franco para o São Paulo provocou desconforto na CBF. Como contava com apoio e tinha prestígio, a expectativa era de que o técnico continuasse seu projeto nas categorias de base da Seleção. Anteriormente o treinador já havia recusado convites e o sim ao clube paulista provocou surpresa.
O discurso da CBF é de buscar um treinador que dê continuidade ao trabalho de Ney Franco. Assim como o agora técnico do São Paulo, o escolhido vai assumir a Seleção Sub-20. Não passa pelos planos de Marin e Sanchez extinguir o cargo criado no final de 2010 com a intenção de organizar as categorias de base. Os nomes dos candidatos ainda não foram escolhidos, mas a preferência será por técnicos com experiências na formação de jogadores como Ney Franco.