Marcos Assunção ainda manca por causa da artroscopia que sofreu no joelho direito na semana passada. Mas não é a dor nem mesmo a ansiedade para voltar a jogar em três ou quatro semanas que mais o afligem. O jogador de 36 anos tem contrato até dezembro e pode até parar nesta temporada. E a possibilidade de ser rebaixado com o Palmeiras é um desfecho completamente dispensável.
No mês passado, o volante discursava ao elenco para se empenhar pelo título da Copa do Brasil. Não esperava ter que enaltecer a preocupação em não ficar entre os quatro piores times do Brasileiro. "Falei para eles na Copa do Brasil que seria provavelmente o meu último título e que gostaria de parar como campeão. Eu não gostaria de parar caindo para a segunda divisão", apontou.
Com o livro "O Brasil é Alviverde Inteiro" em mãos, mostrando fotos da conquista, o veterano teme lembranças dispensáveis de 2012. "Foi bonito ser campeão da Copa do Brasil, com as pessoas em todos os lugares nos dando parabéns pelo trabalho que fizemos e tudo que realizamos. Temo por manchar essa imagem. Eu não gostaria disso para a minha carreira".
As consequências de um descenso já são faladas entre os atletas. "Conversamos sobre isso no vestiário. Estou em final de carreira e eles, começando, ainda com muitos anos de futebol pela frente. Muitas pessoas não iam lembrar da Copa do Brasil que conquistamos, mas do time e dos jogadores que caíram para a segunda divisão. Não desejo isso nem para mim nem para os meus companheiros por tudo que trabalhamos."
Mais do que um final de carreira frustrante, Marcos Assunção, que tem oferta para ficar mais um ano no Palmeiras, diz temer também por um clube que "aprendeu a amar". "Com possibilidade ou não de renovar, vou levar o Palmeiras sempre no meu coração. Jamais o esquecerei, até porque meu filho vai crescer falando do Palmeiras. Por isso, não é só por estar parando que não desejo o rebaixamento", afirmou.