Punido com seis jogos de perda de mando de campo, o Cruzeiro promete recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Segundo o presidente do clube, a pena foi exagerada e espera revisão por parte do Tribunal Pleno:
"Achei a punição muita exagerada. A maioria havia decidido quatro jogos e R$ 40 mil reais de multa. Depois, em um último voto, eles mudaram de ideia e aplicaram seis jogos e multa de R$ 64 mil reais. Já entramos com recurso e pedido de efeito suspensivo. Inclusive, porque quando há aplicação de multa é obrigatória. A concessão do efeito é possível", afirmou.
No julgamento realizado na noite de quarta-feira, o time celeste recebeu a pena de seis jogos além de uma multa de R$ 64 mil referente aos incidentes do clássico contra o Atlético-MG na última rodada do primeiro turno. Na oportunidade, torcedores do Cruzeiro arremessaram vários objetos no gramado e o árbitro Nielson Nogueira Dias relatou os fatos na súmula.
Se a punição for mantida, a Raposa terá que escolher outro estádio no interior de Minas Gerais para mandar suas partidas. As principais opções são: Uberlândia, Ipatinga e Varginha.
"Para optar por algum (estádio), precisamos sentar com comissão técnica e jogadores para ver qual local eles acham melhor. Desde 2010, quando o governo nos obrigou a viver como nômades do interior, então ficamos conhecendo bem os terrenos do interior e os melhores campos para a gente jogar", explicou o presidente.
As próximas partidas do Cruzeiro como mandante são: Vasco (16/09), Internacional (30/09), Portuguesa (14/10), Corinthians (21/10), Santos (04/11) e Bahia (11/11). A equipe celeste voltaria a poder jogar no estádio Independência, em Belo Horizonte, apenas no dia 25 de novembro, diante do Coritiba, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro.