Com a proximidade da eleição presidencial do Palmeiras, prevista para janeiro, a polícia de São Paulo investiga denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica que envolvem cerca de 20 pessoas ligadas ao clube, entre antigos presidentes e dirigentes.
O inquérito existe desde 2008 e foi aberto pelo Ministério Público quando um ex-funcionário denunciou um esquema de notas frias.
As investigações abrangem o período entre 2002 e 2006 e englobam as gestões dos ex-presidentes Mustafá Contusi e Affonso Della Monica.
O nome de Mustafá aparece entre os suspeitos de terem praticado irregularidades.
O inquérito apura supostos empréstimos feitos ao clube por membros da diretoria e posteriores retiradas do dinheiro de pagamentos, emissão de notas de empresas que não executaram serviços e a existência de um caixa dois para subornar árbitros.
A polícia deve pedir nos próximos dias que seja feita perícia contábil no clube para que sejam apontadas se essas entradas e saídas de dinheiro foram legais e se estão registradas nos balanços.
As denúncias a José Cyrillo Júnior, ex-vice-presidente, e ao ex-diretor de futebol do clube Salvador Hugo Palaia são consideradas internamente como as mais graves.
Os antigos dirigentes são investigados pela polícia e também por sindicância do clube sobre uma nota no valor de R$ 326 mil, de uma empresa chamada Valtec.
O delegado João Batista Magalhães Braga, que diz pretender encerrar o caso em até 60 dias.