A participação de Vagner Love no horário eleitoral gratuito da vereadora e presidente do Flamengo, Patricia Amorim, poderá culminar em punições para a mandatária, dentre as quais a de um processo de impeachment ou até mesmo de exclusão do quadro associativo rubro-negro.
O estatuto do clube proíbe usar o nome do Flamengo em prol de campanhas políticas ou de interesses pessoais. Como o atacante tem direitos de imagem pagos pelo clube, Patricia Amorim poderá ser enquadrada. No vídeo veiculado na televisão, ela evitou usar a roupa vermelha e preta, como de costume, e apareceu de azul, uma tentativa de desvincular a imagem a do clube.
Conforme o artigo 24 capítulo XIII do estatuto do Flamengo, o sócio, além de outros deveres firmados nas normas internas, tem por obrigação "abster-se de usar ou envolver o nome do Flamengo em campanha, de qualquer natureza, estranha aos objetivos do clube". As infrações geradas pela desobediência às regras poderá acarretar em advertência, suspensão, indenização, perda de mandato, desligamento, eliminação ou exclusão.
"Esse artigo é expresso. Nenhum sócio pode beneficiar-se do clube. E o membro que usar o nome do Flamengo deverá sofrer punições", explicou o desembargador Walter Felippe D'Agostino, membro da comissão do estatuto do Flamengo.
Grupos de oposição já se articulam para cobrar uma medida para punir a presidente Patricia Amorim. Alguns conselheiros acreditam que, caso a mandatária consiga ganhar as eleições no Flamengo em dezembro deste ano, ela poderá ter o mandato cassado por transgredir as regras. Isso inclusive foi denunciado por um grupo e protocolado na 23º Zona Eleitoral.
Internamente, contudo, uma decisão radical como destituir Patricia Amorim do cargo de presidente a três meses das eleições é pouco provável, segundo algumas correntes políticas. Na propaganda eleitoral, o atacante faz gesto de coração, que ele já usou em diversos momentos na carreira.