A ministra da Olimpíada de Londres, Tessa Jowell, lidera uma campanha para que o evento do Rio de Janeiro, em 2016, seja os Jogos da "igualdade dos gêneros", com o mesmo número de medalhas disponíveis para homens e mulheres.
De acordo com informações do jornal inglêsThe Guardian, Jowell foi incentivada pelo sucesso das britânicas nos Jogos de Londres, principalmente após as conquistas inéditas no boxe e no taekwondo.
Esta edição é a primeira em que todos os países enviaram mulheres para competir, inclusive nações islâmicas, como Arábia Saudita, que antes resistiam em permitir que suas delegações tivessem integrantes do sexo feminino. Esse fato foi elogiado pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jaques Rogge.
Além disso, o COI também tenta convencer federações internacionais a aumentar o número de competições para mulheres, mas ativistas indicam que ainda existem 30 medalhas disponíveis a mais para os homens.
Fora isso, no mundo esportivo as mulheres ocupam apenas 0,5% do patrocínio corporativo e 5% do total da cobertura da mídia. Os dados são da Fundação de Esporte e Fitness das Mulheres.
Mesmo com um longo caminho a percorrer, Tessa Jowell elogiou os países islâmicos que enviaram mulheres a Londres. Ela acredita que o esporte tem que ser disputado sem qualquer tipo de discriminação, algo que ainda não acontece em relação ao sexo feminino.