Os Jogos de Londres devem finalmente confirmar o que todos que acompanham o esporte brasileiro, mesmo à distância, já sabem há bastante tempo: o vôlei, na quadra ou na areia, é a modalidade olímpica número 1 do Brasil.
O vôlei entra na Olimpíada de 2012 empatado com a vela em número de medalhas, com 16 cada. Mas, com seis possibilidades reais de subir ao pódio na capital britânica --quatro na areia e duas na quadra--, o vôlei deve assumir o posto de esporte com mais medalhas olímpicas para o país.
"Dizem que no Brasil o futebol não é esporte, é religião. Então o vôlei pode ser considerado como o esporte número 1", disse à Reuters o ex-jogador da seleção brasileira Bernard Rajzman, medalhista de prata nos Jogos de Los Angeles-1984 e chefe da delegação brasileira em Londres.
"Isso acontece em função de uma administração que começou lá atrás a profissionalizar o esporte. Na minha época, nos anos 1970, não se sabia se vôlei era esporte de homem ou de mulher. A minha primeira seleção (em 1976) treinava duas vezes por semana, e hoje você vê que o vôlei, e todos os outros esportes, contam com uma estrutura totalmente diferente no Brasil, que se reflete no número de medalhas conquistadas desde Barcelona-1992."
Enquanto as medalhas olímpicas da vela (6 de ouro, 3 de prata e 7 de bronze) vêm na maioria de dois fenômenos individuais, Robert Scheidt (4) e Torben Grael (5), gerações seguidas do vôlei conseguiram sucesso não só em Olimpíadas mas também em várias competições importantes, fazendo do esporte o mais forte disputado no Brasil --futebol à parte, obviamente.