A Libertadores havia sido cruel com Rogério Ceni na partida contra o The Strongest. O veteraníssimo goleiro, maior ídolo da torcida, falhou decisivamente no gol que derrubou o São Paulo para a terceira posição e colocou o clube em situação dramática na última rodada. Mas o mesmo torneio que puniu duramente o camisa um retribuiu da maneira mais espetacular que alguém poderia imaginar. Foi dos pés do capitão que saiu a vitória diante do Atlético. A comemoração, ajoelhado no chão e vibrando muito, ajudou a entender o que devia estar se passando na sua cabeça nos últimos dias.
Rogério teria disputado ontem sua última partida de Libertadores se o São Paulo não tivesse vencido. O goleiro deve se aposentar no fim da temporada e não teria a chance de disputar a competição de que mais gosta - e amargaria a eliminação vexatória no Morumbi, o mesmo palco em que foi imortalizado levantando o troféu mais desejado do continente em 2005. Em campo, ele pouco precisou trabalhar, já que o Tricolor teve uma atuação segura na defesa. Sua função foi muito mais orientar e tranquilizar os companheiros na missão de tentar derrubar o até então 100% Atlético-MG.