Quem vê hoje Lucas Paquetá, 21, aguentando os trancos e pancadas dos adversários não imagina que há cinco anos o meio-campista do Flamengo tinha seu futuro no futebol colocado em xeque exatamente por seu físico.
Convocado pelo técnico Tite para os amistosos da seleção brasileira contra Estados Unidos e El Salvador, marcados para os dias 7 e 11 de setembro, respectivamente, o jovem ficou quatro meses afastado da equipe juvenil do Flamengo para realizar um trabalho especial com o departamento de fisiologia para ganhar massa muscular e altura.
Deu resultado. O garoto, que aos 16 anos media 1,52 m, ganhou 30 centímetros e chegou aos atuais 1,82 m.
“Sabíamos da qualidade do Lucas Paquetá e que tínhamos que desenvolvê-lo fisicamente para no futuro ser um potencial jogador do Flamengo. Trabalhamos ano a ano e, quando chegou na época do juvenil, o tiramos do campo por quatro meses e fizemos um trabalho para ele conseguir a força que tem hoje”, disse Carlos Noval, diretor executivo do Flamengo.
“Ele deu uma espichada muito grande e muito rápida, em cerca de um ano, e se desenvolveu bastante”, acrescentou Noval, que exerceu o cargo de diretor nas categorias de base do time rubro-negro de 2010 a março deste ano.
Lucas Paquetá chegou à seleção de base após se tornar um dos principais jogadores da equipe rubro-negra na conquista do título da Copa São Paulo de futebol júnior. Ele marcou quatro gols na campanha, três a menos do que o seu companheiro Filipe Vizeu, vice-artilheiro da competição.
A facilidade em atuar em diferentes posições ajudou Paquetá a despontar no time profissional no ano passado, e chamou a atenção de Tite.
Para este novo ciclo da seleção brasileira com vistas à Copa de 2022, no Qatar, ele aparece como opção para exercer a função que foi de Paulinho na Copa do Mundo da Rússia.
Blog com FOLHA DE SÃO PAULO
