
Dorival Júnior tem uma missão com prazo de validade no Flamengo: 12 jogos. O técnico sabe que precisa fazer com que a equipe dê uma resposta imediata em vários aspectos para que o objetivo de ser campeão brasileiro seja alcançado. Os trabalhos recentes do treinador mostram que a fórmula de apostar em Dorival como “bombeiro” gera uma interrogação.
Tanto no Palmeiras, em 2014, quanto no São Paulo, em 2017, osprintdos times nos primeiros 12 jogos do Brasileirão com Dorival não foi tão animador. O que pode deixar o torcedor rubro-negro mais otimista é que o técnico conseguiu um hiato nessa tendência no Santos, quando assumiu em 2015.
Com os palmeirenses, Dorival conseguiu 50% de aproveitamento dos pontos nas 12 partidas iniciais. No São Paulo, a taxa de pontos conquistados caiu para 44,4%. No Santos, por outro lado, a chegada do técnico gerou a conquista de 75% dos pontos em disputa nos 12 jogos iniciais. O que há em comum é que em todos os casos,o objetivo maior de fugir do rebaixamento foi alcançado.
O aproveitamento geral do Flamengo no Brasileiro é de 60,5%. Se conseguir imprimir o mesmo ritmo de pontuação que o Santos no início do trabalho, o cenário de briga pelo título é real. Mas se o filme de Palmeiras e São Paulo se repetir, até a participação direta na fase de grupos da Libertadores estará sob risco. O Rubro-Negro atualmente está fora do G4, em quinto lugar.
De supetão, Dorival já deu a largada na missão com o Flamengo. O começo foi com empate diante do Bahia, mas o atenuante é que ele nem sequer tinha comandado um treino. Ele está trabalhando com otimismo no Ninho do Urubu. Um reencontro com os rubro-negros depois de quase seis anos desde a demissão, no começo da gestão Bandeira. Do elenco atual, só o goleiro César — titular contra o Bahia por causa da lesão de Diego Alves — foi comandado pelo técnico no clube. Coube a Dorival dar palavras de incentivo e trabalhar movimentação ofensiva.
Sábado, contra o Corinthians, em São Paulo, já se espera um toque dele no time.
Blog com EXTRA