A prisão de 12 corintianos suspeitos de envolvimento na morte de Kevin Douglas Beltran Espada completou no dia de ontem dois meses, apesar da força-tarefa feita por políticos brasileiros de alta patente para tentar tirá-los da cadeia.
Aaté Dilma Rousseff ajudou, mas a previsão é sombria. A prisão preventiva na Bolívia vale por até seis meses. Segundo o deputado estadual Fernando Capez (PSDB), engajado na causa, o prazo é renovável por outros seis meses.
Nesse cenário, os corintianos poderiam ficar até um ano presos sem serem julgados. Ou seja, sem terem sido condenados. Há ainda uma dúvida sobre a legislação boliviana em relação à possibilidade de esse período se estender por mais um ano. Na avaliação das autoridades envolvidas no caso, a chance de a prisão durar 12 meses não é pequena.
Capez montou uma frente para a libertação dos torcedores, numa das diversas ações pelos corintianos. Dois ministros (Relações Exteriores e Justiça), uma comissão de deputados e outra de senadores já foram a Oruro interceder pelos alvinegros.