O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) realizou na manhã de ontem o balanço da participação brasileira nos Jogos de Londres 2012 . E embora tenha assegurado uma medalha a mais do que a meta que tenha divulgado antes da competição (16, contra 15 previstas anteriormente), a entidade admitiu ter detectado problemas na campanha olímpica britânica, especialmente em duas modalidades consideradas nobres: atletismo, que terminou sem nenhuma medalha, e a natação, com apenas duas conquistadas.
“Nosso foco para 2016 será saltar para o top 10 do quadro geral de medalhas, mas para isso precisaremos acertar algumas coisas que aqui não saíram conforme planejávamos, como foi o caso do atletismo e da natação. Saímos com sensação de dever cumprido, mas no esporte, o detalhe em uma determinada modalidade faz muita diferença”, explicou o superintendente do COB, Marcos Vinícius Freire.
A questão do fiasco do atletismo, que deixou os Jogos Olímpicos sem nenhuma medalha pela primeira vez desde 1992, e da natação, que chegou a Londres cercada de muita expectativa, mas que voltou para casa com uma medalha de prata de Thiago Pereira, nos 400 m medley, e uma de bronze de Cesar Cielo, nos 50 m livre, será tratada com carinho pelo COB nos próximos dias.
O número de finais com a participação de atletas brasileiros também causou preocupação no COB. Em Pequim, há quatro anos, foram 41, contra 35 em Londres. Para conseguir a ousada meta de ficar entre os dez primeiros do quadro geral de medalhas, é preciso bem mais do que isso, segundo a entidade. “Os países do top 10 costumam medalhar em ao menos 14 modalidades. Agora, chegando ao Brasil, vamos analisar esporte por esporte, ver onde fomos bem e onde precisamos melhorar para 2016”, avaliou.