Desde o dia 12 de março, o goleiro Henrique, do Olaria, não precisa buscar uma bola no fundo do seu gol. O último a vencê-lo foi a atacante Alexandro, do Resende, na terceira rodada da Taça Rio. Se não for vazado novamente contra o Vasco, domingo, em Macaé, Henrique levará o time da Rua Bariri, que só precisa do empate, às semifinais.
— Quando souberem disso os caras do Vasco vão vir babando (risos) — brincou o goleiro.
Aos 29 anos, Henrique já tinha passado pelo Olaria no ano passado. Em 2011, tentou a sorte no Democrata de Governador Valadares-MG, mas, como estava na reserva, aceitou o convite para reassumir a camisa 1 do Alvianil por um contrato até o fim do Estadual. Uma realidade que faz o goleiro, casado e pai de uma menina de seis anos, sonhar com um futuro que lhe ofereça estabilidade.
— As pessoas acham que jogador de futebol ganha rios de dinheiro. Mas a maioria fica nesse “pinga-pinga”, fazendo contratos curtos. No ano passado, fiquei três meses sem clube — disse Henrique.
