Para o meia Paulo Henrique Ganso e seu estafe não há mais clima para ele continuar no Santos. O fator decisivo foi a nota oficial divulgada pelo time da Vila Belmiro. O teor do comunicado foi o que irritou o jogador e seus representantes.
A nota oficial tinha como propósito encerrar as polêmicas sobre o jogador, quando disse que "gostaria de vestir a camisa do São Paulo". Na nota, o clube lamentou a declaração, já o atleta classificou o comunicado de "infeliz".
"A nota oficial foi uma coisa infeliz. Não deveria ter sido emitida. Só serviu para aumentar [a insatisfação da torcida], mas tento manter a cabeça boa e evitar a briga o máximo possível", avaliou Ganso.
"Querer permanecer, eu quero, mas tenho que ver essa situação. São coisas extracampo que acontecem e eu tenho de manter a cabeça tranquila. Tenho contrato para cumprir."
No entendimento de Ganso e de seus agentes, a carta colocou o jogador em maus lençóis perante a torcida santista. Segundo um amigo próximo do atleta, após o comunicado, o meia chegou até a receber ameaças.
Ganso recebe R$ 130 mil mensais no Santos, um dos valores mais baixos entre os titulares da equipe. Esse é um dos principais fatores pelo descontentamento, agravado agora com a ira da torcida --o jogador foi criticado pelos torcedores no Pacaembu.