Turista denuncia assédio sexual durante passeio de jangada na Praia de Pajuçara
Segundo a vítima, jangadeiro teria feito comentários de cunho sexual e tocado seu corpo durante passeio; caso foi registrado na Polícia Civil e na Secretaria de Turismo de Alagoas

Um turista denunciou ter sido vítima de assédio sexual durante um passeio de jangada nas piscinas naturais da Praia de Pajuçara, em Maceió, no último domingo (13). Segundo o relato, o caso envolveu um jangadeiro identificado pelo apelido de “Gordinho”. A denúncia foi divulgada na manhã desta quinta-feira (17).
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De acordo com a vítima, que terá a identidade preservada, o passeio começou por volta das 11h e custou R$ 70. Durante o trajeto, o jangadeiro teria feito uma piada de cunho sexual e, posteriormente, pedido que o turista se sentasse ao lado dele na parte de trás da embarcação.
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Ainda segundo o relato, o jangadeiro teria passado as mãos nas costas da vítima e perguntado se ela havia passado protetor solar. “Minha reação foi me afastar e pedir para que não colocasse a mão em mim”, afirmou.
A vítima contou que o passeio prosseguiu até uma área mais isolada das piscinas naturais. Segundo ela, o jangadeiro também teria perguntado se poderia nadar junto e, posteriormente, questionado se ela era uma pessoa transexual.


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Diante da situação, o turista disse que pediu para retornar à praia. Segundo o relato, ele chegou a afirmar que amigos o aguardavam no local como uma forma de se sentir mais seguro. O passeio, porém, teria continuado até outra piscina, onde havia um bar e outras pessoas.

A vítima também relatou que o jangadeiro discutiu com outros profissionais durante o passeio e que, já próximo à praia, teria iniciado outra discussão com trabalhadores. Segundo o turista, um dos profissionais chegou a pedir que o jangadeiro respeitasse o cliente que estava na embarcação.
“Eu estava em choque com tudo o que acabara de me acontecer naquela última hora. Nunca havia vivido isso na pele. Foi horrível e triste”, relatou a vítima.
O caso foi registrado junto à Polícia Civil de Alagoas (PCAL) e à Secretaria de Estado do Turismo de Alagoa. A delegada Lucimônica, titular da Delegacia de Proteção ao Turista (DPTur), informou que o caso já está sob investigação.
A vítima afirmou ainda temer que outras pessoas possam passar por situação semelhante e pediu que o caso seja investigado.
