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HU da Ufal fará 53 anos como pilar da Saúde de Alagoas com 98,5% de satisfação de usuários do SUS

Hospital universitário expande leitos em 34%, dobra salas de cirurgia, inaugura UTI Pediátrica inédita, em parceria entre Ufal e HU Brasil


				HU da Ufal fará 53 anos como pilar da Saúde de Alagoas com 98,5% de satisfação de usuários do SUS
Assessoria

Com 53 anos de sua fundação marcados para serem celebrados no dia 15 de outubro, o hospital criado para responder primordialmente às necessidades acadêmicas da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), consolidou-se como um dos pilares fundamentais para a saúde pública de Alagoas. Sob administração em parceria da Ufal com a estatal Rede Ebserh (HU Brasil) desde 2014, o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA-Ufal), vivenciou nos últimos seis anos a maior reestruturação de sua história: expandiu em 50% seu quadro de funcionários contratados, aumentou o número de leitos operacionais de 172 para 231 e viu o índice de satisfação do usuário saltar de modestos 52% em 2020 para históricos 98,5% registrados recentemente.

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Esta transformação iniciada no primeiro mandato do reitor Josealdo Tonholo na Ufal é narrada nesta reportagem com ajuda do superintendente do HUPAA, Célio Rodrigues, que relata o processo de investimentos em alta tecnologia e qualificação humanizada de pessoal, em uma sintonia profunda com a universidade. Dinâmica que molda a operação diária da instituição que salva milhares de alagoanos e é campo de prática essencial para dezenas de cursos superiores e programas de pós-graduação.

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Formado pela Ufal, Célio Rodrigues lembra como o hospital universitário funcionava de forma extremamente limitada, sem a diversidade de especialidades de hoje e com espaços improvisados no andar de entrada.

“Entrei na UFAL em 1987 e, naquele tempo, este hospital só tinha o térreo; não funcionavam as torres com as enfermarias. Hoje, o HU se expandiu com muitos serviços e tornou-se um prédio que quase não comporta mais tudo o que o hospital faz", recorda o superintendente Célio Rodrigues

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O gestor do HU avalia que assinatura do contrato de gestão com a Ebserh em 2014 marcou uma nova era de profissionalização administrativa, graças a esta rede criada para solucionar os problemas dos hospitais universitários.

“Quando chegamos, em 2020, faltava o básico: não havia lençóis suficientes e acompanhantes de pacientes dormiam em papelões no chão. Hoje essa realidade acabou. Com muito esforço, compramos poltronas confortáveis, trocamos camas e investimos fortemente na hotelaria e na ouvidoria para corrigir rapidamente as falas ou condutas inadequadas”, detalhou o superintendente.

Financeiramente, a capacidade de contratualização junto ao SUS também deu um salto expressivo: o contrato de metas assistenciais, que era de R$ 41 milhões anuais em 2020, evoluiu para R$ 65 milhões em 2026, permitindo reinvestir cada centavo na melhoria direta do atendimento e na infraestrutura predial.

Do descaso à excelência no atendimento para quem não tem escolha

O indicador mais impressionante da atual gestão é a satisfação do usuário, que alcançou 98,5%. E é resultado da consolidação de uma mudança profunda de cultura institucional, promovida pela superintendência do HU, que assumiu a premissa de que o paciente do SUS deve receber um tratamento superior ao oferecido em qualquer instituição privada.

“Nosso índice geral de satisfação estava em apenas 52% em 2020. Mudamos isso trabalhando fortemente na capacitação de quem está na linha de frente: recepcionistas, vigilantes e pessoal de limpeza. A nossa filosofia é simples: o paciente que recorre ao SUS muitas vezes não tem escolha financeira. Justamente por não ter escolha, ele precisa ser atendido com ainda mais dignidade e respeito do que quem pode pagar por atendimento privado”, afirma o superintendente.

Anualmente, a gestão realiza capacitações obrigatórias e personalizadas para os profissionais terceirizados que formam a linha de frente do hospital — incluindo vigilantes, recepcionistas, maqueiros e profissionais administrativos. O uso de justificativas vagas como "não há previsão" para exames ou medicamentos foi proibido. Paralelamente, planilhas de controle de estoque de mais de 80 mil itens foram criadas para evitar a falta de medicamentos críticos e garantir respostas precisas para demandas.

O trabalho de acolhimento atento de uma Ouvidoria ativa ajudaram a transformar o HU e a dar fim às condições degradantes que resistiram até o ano de 2020. O respeito a

pacientes e familiares foi rigoroso desde a adequação do mobiliário, até a resolução e monitoramento de conflitos, com rigidez em prazos para corrigir desvios de conduta de colaboradores.

“Quando chegamos, em 2020, faltava o básico: não havia lençóis suficientes e acompanhantes de pacientes dormiam em papelões no chão. Hoje essa realidade acabou. Com muito esforço, compramos poltronas confortáveis, trocamos camas e investimos fortemente na hotelaria e na ouvidoria para corrigir rapidamente as falas ou condutas inadequadas”, detalhou o superintendente.

Essas ações aliam alta tecnologia médica, rigor científico e acolhimento humano no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), para um suporte digno à vida de quase 200 mil alagoanos atendidos somente em 2025.

Além de campo de prática, HU e Ufal elevam padrão do SUS e do ensino

Diferente de hospitais tradicionais do SUS, o HU da Ufal nasceu para atender à demanda por formação de qualidade dos cursos de saúde da universidade. Essa origem molda sua identidade atual. Hoje, cerca de 17 cursos da UFAL atuam diretamente no cotidiano do hospital, abrangendo medicina, enfermagem, nutrição, psicologia, mas também áreas como educação física, engenharia, arquitetura e design.

Essa relação se manifestou intensamente durante a dramática pandemia de COVID-19. Em apenas três meses, uma força-tarefa conjunta entre o HU e a UFAL ergueu uma UTI COVID. Célio Rodrigues lembra que a universidade inteira se mobilizou: “Laboratórios do Instituto de Química produziram álcool em gel e esterilizaram insumos, equipes acadêmicas coletaram doações de armários e gavetas para suprir a falta de equipamentos de proteção (EPIs), e mães de docentes costuraram máscaras de tecido para doação a pacientes carentes”.

Outro exemplo prático dessa união é a gestão ambiental. Como a carreira própria da Ebserh não contempla o cargo de engenheiro ambiental, a UFAL cedeu um profissional de seu quadro para o hospital. Graças a essa colaboração, o HU-UFAL eliminou mais de 517 pendências sanitárias acumuladas, construiu um abrigo de resíduos adequado e obteve a primeira licença ambiental de sua história.

“Nós pedimos apoio à UFAL para ceder um engenheiro ambiental, cargo que não existia na carreira própria do hospital. Essa cooperação foi vital para que conseguíssemos resolver pendências sanitárias e emitir a única licença ambiental de toda a história deste HU”, destaca Rodrigues.

Tripé com assistência, formação e pesquisa

O HU-UFAL equilibra diariamente três funções indissociáveis, onde uma alimenta e eleva a qualidade da outra:

• Assistência de Alta Complexidade: O hospital oferece serviços regulados que muitas vezes são os únicos disponíveis na rede pública de Alagoas. Entre eles, destacam-se a realização de ressonâncias e tomografias com contraste em bebês sob anestesia, implantes de chips cerebrais de vanguarda para o controle de Parkinson grave e epilepsia pelo SUS, e o funcionamento do único Banco de Olhos (Córnea e Esclera) do estado. Além disso, o HU é um dos dois únicos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) habilitados em Alagoas e prioriza o atendimento a populações historicamente negligenciadas, como comunidades indígenas e quilombolas (incluindo o cuidado a quilombolas albinos acometidos por câncer de pele).

“O HU é o único hospital público de Alagoas que realiza exames de ressonância e tomografia com contraste em bebês sob anestesia. Isso ocorre porque são exames de alto custo, que demandam anestesistas para a segurança do paciente e que não dão lucro para a rede privada. É um papel essencial de assistência que só o HU desempenha”, pontua o superintendente.

• Formação Rigorosa: Atualmente, 204 residentes atuam e se especializam em serviço no HU. São 19 programas de Residência Médica em atividade (com 143 médicos residentes) e uma Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto e do Idoso que abrange 7 áreas profissionais (enfermagem, farmácia, fisioterapia, nutrição, psicologia, serviço social e educação física), contando com 57 residentes. Essa inserção garante que novos profissionais entrem no mercado de trabalho com alta competência técnica e forte senso de humanização.

"A residência é um treinamento em serviço para aperfeiçoar o profissional na prática. O papel de formação deste hospital é tão grande que Alagoas não sofre com a falta de anestesistas e outras especialidades críticas porque o HU cumpre seu papel de formar com excelência”, destaca Célio Rodrigues.

• Pesquisa Científica Voltada ao SUS: A criação de um Centro de Pesquisa Clínica estruturado — dotado de enfermarias de teste, freezers de ultrabaixa temperatura (-80°C) e comitê de ética próprio — revolucionou a produção acadêmica dentro do hospital. Em 2026, o HU registra 107 pesquisas científicas em andamento e conta com 1.880 pesquisadores credenciados. Um exemplo de impacto prático foi uma pesquisa desenvolvida pelo setor de farmácia hospitalar sobre o uso racional de antibióticos: o estudo gerou diretrizes que reduziram drasticamente a resistência bacteriana no ambiente hospitalar e geraram economia financeira direta para o SUS.

“Havia uma queixa antiga de que não se conseguia fazer pesquisa científica dentro do HU, parecendo que éramos apenas assistência. Nós mudamos essa visão. Criamos o Centro de Pesquisa Clínica e estruturamos bolsas de fomento próprias. Hoje, temos mais de cem pesquisas ativas no hospital e parcerias com grandes instituições do país”, relata o superintendente.

Números Robustos e Grandes Investimentos Estruturais

A operação assistencial do HU-UFAL em 2025 reflete a escala e a importância de sua atuação:

• 993 partos de alto risco;

• 194.363 atendimentos médicos ambulatoriais;

• 70.839 atendimentos multiprofissionais;

• 4.210 cirurgias realizadas;

• 9.692 sessões de quimioterapia e 943 de radioterapia;

• 42.046 exames de imagem de alta complexidade.

Para suportar essa demanda intensa, o hospital transformou-se em um canteiro de obras e recebeu aportes tecnológicos estratégicos:

Tecnologia Oncológica (Bunker do Acelerador Linear): O HU instalou o equipamento de radioterapia mais moderno de Alagoas, capaz de realizar radiocirurgias que queimam tumores com precisão milimétrica, preservando tecidos saudáveis. Para abrigá-lo, foi erguido um bunker com paredes de até 7 metros de concreto maciço para conter a radiação.

“Precisávamos trocar nosso acelerador linear obsoleto. Construímos um bunker que possui, em alguns pontos, sete metros de espessura de concreto para conter a radiação. Hoje, temos o melhor equipamento de radioterapia de Alagoas, capaz de realizar radiocirurgias que destroem o tumor com precisão milimétrica, sem atingir tecidos sadios”, explica Célio Rodrigues.

Inauguração da UTI Pediátrica: Em 2026, foi entregue a primeira UTI Pediátrica da história do hospital, com 10 leitos. O novo setor viabilizou a realização de cirurgias de alta complexidade em crianças, como a inédita Cirurgia de Kell (reconstrução geniturinária congênita complexa), anteriormente inviáveis pela falta de suporte intensivo pós-operatório.

“Algumas cirurgias não eram feitas aqui por falta de UTI pediátrica. Não tinha o suporte de UTI necessário no pós-operatório de vários casos, muito embora tivéssemos uma equipe de cirurgiões pediátricos. Temos hoje seis profissionais de cirurgia pediátrica. E conseguimos ter resolutividade de mais casos que a gente não tinha antes, com a UTI pediátrica”, diz o superintendente.

Duplicação do Centro Cirúrgico: As salas de cirurgia em funcionamento saltaram de 4 em 2020 para 8 na atualidade. O HU avança agora para a implantação de um terceiro turno operacional (funcionando aos sábados e no período noturno) para otimizar o tempo de sala e reduzir as filas de espera.

“Tinha cirurgiões que operavam de 15 em 15 dias uma cirurgia. Não porque não quisessem, mas porque não tinha sala de cirurgia funcionando”, lembra Célio Rodrigues.

Para suportar essa demanda intensa, o hospital transformou-se em um canteiro de obras e recebeu aportes tecnológicos estratégicos:

Tecnologia Oncológica (Bunker do Acelerador Linear): O HU instalou o equipamento de radioterapia mais moderno de Alagoas, capaz de realizar radiocirurgias que queimam tumores com precisão milimétrica, preservando tecidos saudáveis. Para abrigá-lo, foi erguido um bunker com paredes de até 7 metros de concreto maciço para conter a radiação.

“Precisávamos trocar nosso acelerador linear obsoleto. Construímos um bunker que possui, em alguns pontos, sete metros de espessura de concreto para conter a radiação. Hoje, temos o melhor equipamento de radioterapia de Alagoas, capaz de realizar radiocirurgias que destroem o tumor com precisão milimétrica, sem atingir tecidos sadios”, explica Célio Rodrigues.

Inauguração da UTI Pediátrica: Em 2026, foi entregue a primeira UTI Pediátrica da história do hospital, com 10 leitos. O novo setor viabilizou a realização de cirurgias de alta complexidade em crianças, como a inédita Cirurgia de Kell (reconstrução geniturinária congênita complexa), anteriormente inviáveis pela falta de suporte intensivo pós-operatório.

“Algumas cirurgias não eram feitas aqui por falta de UTI pediátrica. Não tinha o suporte de UTI necessário no pós-operatório de vários casos, muito embora tivéssemos uma equipe de cirurgiões pediátricos. Temos hoje seis profissionais de cirurgia pediátrica. E conseguimos ter resolutividade de mais casos que a gente não tinha antes, com a UTI pediátrica”, diz o superintendente.

Duplicação do Centro Cirúrgico: As salas de cirurgia em funcionamento saltaram de 4 em 2020 para 8 na atualidade. O HU avança agora para a implantação de um terceiro turno operacional (funcionando aos sábados e no período noturno) para otimizar o tempo de sala e reduzir as filas de espera.

“Tinha cirurgiões que operavam de 15 em 15 dias uma cirurgia. Não porque não quisessem, mas porque não tinha sala de cirurgia funcionando”, lembra Célio Rodrigues.

Para suportar essa demanda intensa, o hospital transformou-se em um canteiro de obras e recebeu aportes tecnológicos estratégicos:

Tecnologia Oncológica (Bunker do Acelerador Linear): O HU instalou o equipamento de radioterapia mais moderno de Alagoas, capaz de realizar radiocirurgias que queimam tumores com precisão milimétrica, preservando tecidos saudáveis. Para abrigá-lo, foi erguido um bunker com paredes de até 7 metros de concreto maciço para conter a radiação.

“Precisávamos trocar nosso acelerador linear obsoleto. Construímos um bunker que possui, em alguns pontos, sete metros de espessura de concreto para conter a radiação. Hoje, temos o melhor equipamento de radioterapia de Alagoas, capaz de realizar radiocirurgias que destroem o tumor com precisão milimétrica, sem atingir tecidos sadios”, explica Célio Rodrigues.

Inauguração da UTI Pediátrica: Em 2026, foi entregue a primeira UTI Pediátrica da história do hospital, com 10 leitos. O novo setor viabilizou a realização de cirurgias de alta complexidade em crianças, como a inédita Cirurgia de Kell (reconstrução geniturinária congênita complexa), anteriormente inviáveis pela falta de suporte intensivo pós-operatório.

“Algumas cirurgias não eram feitas aqui por falta de UTI pediátrica. Não tinha o suporte de UTI necessário no pós-operatório de vários casos, muito embora tivéssemos uma equipe de cirurgiões pediátricos. Temos hoje seis profissionais de cirurgia pediátrica. E conseguimos ter resolutividade de mais casos que a gente não tinha antes, com a UTI pediátrica”, diz o superintendente.

Duplicação do Centro Cirúrgico: As salas de cirurgia em funcionamento saltaram de 4 em 2020 para 8 na atualidade. O HU avança agora para a implantação de um terceiro turno operacional (funcionando aos sábados e no período noturno) para otimizar o tempo de sala e reduzir as filas de espera.

“Tinha cirurgiões que operavam de 15 em 15 dias uma cirurgia. Não porque não quisessem, mas porque não tinha sala de cirurgia funcionando”, lembra Célio Rodrigues.

Segurança Hídrica e Elétrica: Foram construídas uma cisterna subterrânea de dimensões gigantescas para sanar o histórico problema de falta de água e uma nova subestação elétrica de alta capacidade. Esta subestação garante 100% de cobertura por geradores e dará carga suficiente para o plano de climatização total das enfermarias.

“A subestação elétrica também que permitirá que todo hospital seja atendido por gerador e que a gente possa, no futuro, pensar em climatizar as enfermarias, que, desde a fundação, nunca teve estrutura para ar-condicionado, para dar mais conforto ao paciente”, relata Rodrigues.

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