Defensoria Pública faz alerta sobre golpe no WhatsApp usando nome de defensores; veja como funciona
Criminosos usam dados de processos para enganar vítimas e pedir informações bancárias; coordenador da Defensoria explica como identificar a fraude
A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) voltou a alertar a população, nesta segunda-feira (27), sobre uma nova tentativa de golpe contra assistidos da instituição. Criminosos estão utilizando nomes de defensores públicos para entrar em contato por WhatsApp, prometendo a liberação de valores judiciais e solicitando dados bancários, senhas e até pagamentos indevidos.
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Segundo a Defensoria, mais de dez assistidos já relataram ter sido alvo da fraude. Os criminosos se passam por defensores públicos das áreas cível e de família, utilizam nomes reais de integrantes da instituição e recorrem a informações públicas sobre processos judiciais para dar credibilidade ao golpe.
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Em vídeo divulgado nas redes sociais, o coordenador da 2ª Coordenadoria Regional da Defensoria Pública, sediada em Arapiraca, André Chalub, reforçou que a instituição não utiliza aplicativos de mensagens para solicitar informações sensíveis dos cidadãos.
"Golpistas têm se passado por defensores enviando mensagens através de aplicativo de mensagem, normalmente WhatsApp, solicitando dados bancários, senhas e, muitas vezes, enviando links para o cidadão. A Defensoria Pública não solicita dados bancários através de WhatsApp", alertou André Chalub.


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De acordo com a Defensoria, os estelionatários informam às vítimas que elas obtiveram uma decisão favorável na Justiça e que têm valores a receber. Na sequência, pedem dados bancários, informações pessoais e, em alguns casos, exigem pagamentos para liberar o suposto benefício.
Ainda no vídeo, André Chalub ressaltou que a Defensoria Pública também não envia links para acesso a páginas externas nem solicita que assistidos compartilhem a tela do celular. Segundo ele, essa é uma estratégia frequentemente utilizada por criminosos para obter acesso a dados pessoais e contas bancárias.
A instituição também reforçou que todos os serviços prestados pela Defensoria Pública são gratuitos. Defensores públicos, servidores e assessores não solicitam depósitos, transferências via Pix ou qualquer outro tipo de pagamento relacionado ao andamento de processos judiciais.
O que fazer se receber uma mensagem suspeita?
Caso receba uma mensagem em nome da Defensoria Pública solicitando informações bancárias, senhas, códigos de verificação ou pagamentos, a orientação é interromper imediatamente a conversa e não clicar em links enviados pelo contato.
A recomendação é procurar uma unidade da Defensoria Pública para confirmar a autenticidade da mensagem e receber orientações. A instituição também orienta os assistidos a nunca compartilhar dados pessoais, senhas ou informações bancárias por aplicativos de mensagens, reduzindo o risco de prejuízos financeiros e do acesso indevido às contas.
