200 intercambistas de Alagoas iniciam imersão cultural na Inglaterra
Segundo grupo de 100 alunos desembarcou em Londres Heathrow, nesse sábado (31)

O contingente alagoano está 100% instalado em solo britânico. No final da tarde desse sábado (31), o segundo grupo, composto por 100 estudantes e cinco professores monitores da rede estadual de ensino de Alagoas, desembarcou com segurança no Aeroporto Internacional de Londres Heathrow, no Reino Unido. A chegada conclui a rota aérea iniciada na tarde de sexta-feira (30), em Maceió, com conexão nacional da Azul no Recife (PE) e escala em Lisboa (Portugal) pela TAP Air Portugal.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A comitiva viajou acompanhada presencialmente pelo superintendente da Rede Estadual de Ensino da Seduc, Artur Ferreira, que embarcou junto com o grupo na capital alagoana e coordenou o suporte aos jovens durante toda a viagem e no desembarque em solo britânico. Em Heathrow, a turma foi recepcionada pela equipe da empresa responsável pela execução operacional do programa.
Leia também
De Heathrow, os jovens dos grupos 6 a 10 embarcaram em traslados executivos organizados para suas respectivas cidades-polo: Birmingham (Grupo 6), Bournemouth (Grupo 7), Eastbourne (Grupo 8), Colchester (Grupo 9) e Portsmouth (Grupo 10).
Com a chegada do segundo contingente, o governo de Alagoas completa o envio histórico dos 200 estudantes selecionados para a 4ª edição do programa Daqui pra o Mundo, que soma R$ 7,4 milhões em investimento integral.


Pai entrega filho à polícia e relata cobrança de empréstimo antes de feminicídio

“Nenhuma justiça apaga o vídeo que eu vi”, desabafa filha de mulher assassinada

Carro sai da pista, parte árvore ao meio e causa estragos na Fernandes Lima

Pai de suspeito afirma que tentou negociar dívida de Joseane para evitar conflito
O superintendente Artur Ferreira destacou a tranquilidade do trajeto e a emoção de acompanhar de perto a chegada dos estudantes à Inglaterra.
"Ver a entrega e a alegria desses jovens durante todo o percurso de Maceió até Londres compensa qualquer cansaço. Nossa missão foi garantir que eles viajassem com total segurança, acolhimento e suporte para que iniciem essa imersão focados apenas em aprender e realizar seus sonhos", afirmou.
Adaptação e choque cultural
Enquanto o segundo contingente fez o trajeto até o interior inglês, os primeiros 100 estudantes que desembarcaram na sexta-feira (30) viveram, nesse sábado, seu primeiro dia oficial de imersão em Oxford, Cambridge, Brighton, Worthing e Canterbury.
A rotina de adaptação começou dentro das host families (famílias anfitriãs). Os jovens encararam as primeiras refeições no estilo britânico, testaram a comunicação em inglês sem intermediários e aproveitaram o fim de semana para reconhecer o entorno das casas, a arquitetura e os caminhos até as escolas onde começarão a estudar nesta segunda-feira (2).
Para a estudante Ewilly Kalyanne Barbosa Araújo, de 17 anos, aluna da Escola Estadual Nossa Senhora da Conceição, de Craíbas, que está em Cambridge, a primeira noite na casa da família anfitriã superou as expectativas. Ela contou que a recepção foi acolhedora e que havia toda a estrutura necessária para enfrentar o clima frio do outono europeu.
“A primeira noite dormindo na casa da host family foi incrível, porque tinha aquecedor, cobertas e todos os utensílios que a gente precisa usar. E o café da manhã britânico é, sem dúvidas, rico em comidas gostosas e saudáveis. Hoje comi cereal com frutas. Já a tentativa de conversar em inglês sem o Google Tradutor é bastante complexa. A conversação é mais complicada do que escutar; eu escutei bem, mas conversar sem o tradutor foi uma coisa difícil”, relatou Ewilly.
No primeiro passeio pelas ruas de Cambridge, os detalhes do cotidiano britânico chamaram a atenção da jovem craibense, desde a engenharia do trânsito até os hábitos da população local.
“A coisa mais diferente foi a questão dos carros, que o lado do motorista é o direito e não o esquerdo, o sotaque e a forma como eles falam rápido e embolado. Sem falar que as pessoas aqui no frio usam roupa curta, algo que para nós, brasileiros, é estranho porque não estamos acostumados. A arquitetura deles é totalmente incrível e a cultura é simplesmente perfeita”, descreveu a aluna.
Mesmo diante do choque cultural, a estudante fez questão de manter a família tranquila no Brasil assim que se acomodou no quarto, registrando o momento com o celular antes de avisar sobre o desembarque.
“Para a minha família, a primeira foto que mandei do quarto foi dele completo no ângulo 0.5 da câmera. E a mensagem que mandei foi para a minha tia, avisando que eu tinha chegado bem e que a viagem tinha sido incrível”, lembrou a jovem.
