Com teto financeiro e rivais à frente, Luciano Lessa detalha montagem do elenco do CSA
Superintendente de esportes explicou o planejamento feito para definir o plantel de 2027
Anunciado há pouco mais de uma semana como superintendente de esportes do CSA, Luciano Lessa foi entrevistado no programa Bola Quente, do Timaço na Gazeta, na noite dessa quarta-feira (4). O dirigente retorna ao clube após uma passagem de mais de um ano, entre 2024 e 2025, e tem, entre suas principais funções, a missão de organizar o futebol do CSA. Na entrevista, explicou que, apesar de ter iniciado a montagem do elenco com atraso, existe a expectativa de formar uma equipe competitiva.
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“A torcida está muito angustiada, tensa, desacreditada por tudo o que aconteceu nos últimos anos, e a gente espera voltar a fazer a torcida sorrir. Sabemos das dificuldades, largamos um pouco atrás dos adversários. Nosso processo eleitoral terminou atrasando um pouco o início dos trabalhos, mas temos tido o cuidado de divulgar os nomes somente após a assinatura dos pré-contratos, para evitar todo tipo de especulação”, disse.
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Lessa reforçou que o processo eleitoral restringiu o tempo disponível para montar o elenco e definir o cronograma da pré-temporada. Ainda assim, apontou duas grandes dificuldades para a formação do plantel: o fato de o time disputar a Série D do Campeonato Brasileiro e o teto financeiro definido pela diretoria.
“A gente tem a dificuldade da Série D. É uma competição um pouco mais curta. Termina no final de setembro, se a gente chegar até o fim. Se acontecer uma tragédia, termina no começo do segundo semestre. Mas o que a gente tem enfrentado é a nossa limitação financeira. Recebemos do presidente um teto para a folha salarial e não vamos ultrapassá-lo em um real sequer. Alguns jogadores que procuramos se enquadravam na questão financeira, mas já tinham pré-contrato com outras equipes. Nossa limitação financeira nos restringe no mercado”, explicou.


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O dirigente reconheceu que o CSA está atrás de seus principais rivais no estado e acredita que a principal missão da diretoria, que está prestes a tomar posse, é recuperar a organização dos setores do clube e, ao mesmo tempo, devolver a competitividade ao futebol.
“Hoje, estamos abaixo financeiramente e, principalmente, em termos de organização, em relação a ASA e CRB. É disso que temos que correr atrás. Mais do que a questão financeira, é uma questão de organização e profissionalismo. Sabemos da grandeza do CSA, contamos com a força da torcida para retomar o espaço que perdemos e esperamos conseguir surpreender já no Estadual”, concluiu.
