O que ninguém pergunta antes de fazer um procedimento estético — e deveria
Bioestimuladores estimulam o próprio organismo a produzir colágeno

Entre o desejo de rejuvenescer e a expectativa de um resultado bonito, existe uma pergunta pouco lembrada que pode mudar completamente a decisão de quem busca um procedimento estético.
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Uma ruga que incomoda, um rosto que parece cansado, uma mudança no contorno facial. São muitos os motivos que levam alguém a procurar um procedimento estético.
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E as perguntas quase sempre são as mesmas: dói? Quanto tempo dura? Vou ficar natural? Quando aparece o resultado?
Mas existe uma pergunta que poucas pessoas fazem antes de decidir:


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E se eu não gostar, posso voltar atrás?
A resposta é mais complexa do que parece. Isso porque nem tudo o que é feito na estética pode ser desfeito. E um procedimento ser temporário não significa, necessariamente, que ele seja reversível.
O botox, por exemplo, perde seu efeito naturalmente com o passar dos meses, mas não existe uma substância capaz de desfazer imediatamente sua ação.
Já o preenchimento com ácido hialurônico apresenta uma possibilidade diferente: ele pode, em muitos casos, ser dissolvido com uma enzima chamada hialuronidase.
E essa informação tem se tornado especialmente importante para pessoas que realizaram preenchimentos há algum tempo e hoje já não se identificam com o resultado.
Para a enfermeira especialista em Estética e Cosmetologia, Dra. Michelline Moraes, com mais de 20 anos de experiência na saúde, essa é uma situação que aparece na prática clínica.
“Recebo pacientes que fizeram preenchimentos, algumas até com volumes exagerados, e hoje desejam recuperar uma aparência mais natural. Muitas chegam acreditando que precisam conviver com aquele resultado até o produto desaparecer. E ficam surpresas quando explico que, dependendo do material utilizado e da avaliação, podemos dissolver o ácido hialurônico e buscar uma nova harmonia facial.”
A profissional ressalta, entretanto, que a remoção não deve ser encarada como um procedimento simples ou sem riscos. A hialuronidase exige indicação e avaliação criteriosa, e nem sempre é possível garantir o retorno exato à aparência anterior.
Mas será que essa possibilidade existe para todos os procedimentos?
Não necessariamente.
Os bioestimuladores, por exemplo, estimulam o próprio organismo a produzir colágeno, e não existe uma enzima capaz de simplesmente desfazer o colágeno formado.
Já os fios de sustentação, mesmo quando absorvíveis, não oferecem garantia de reversão imediata de todos os seus efeitos.
Por isso, cada procedimento exige uma avaliação individualizada, considerando não apenas o resultado desejado, mas também seus riscos, limitações e possibilidades de correção.
“Eu sempre reforço que a estética não deve ser uma decisão impulsiva. É importante que a paciente conheça não apenas os benefícios, mas também o que pode ou não ser revertido. Às vezes, a melhor decisão é não realizar determinado procedimento”, destaca Michelline.
A evolução da estética trouxe inúmeras possibilidades de rejuvenescimento e valorização da beleza. Mas também reforçou a importância de escolhas conscientes, profissionais qualificados e expectativas realistas.
Antes de perguntar quanto tempo vai durar, talvez seja importante perguntar: e se eu quiser voltar atrás?
Porque, na estética, tão importante quanto saber transformar é saber preservar.
Dra. Michelline Moraes
Enfermeira especialista em Estética e Cosmetologia
MBA em Saúde Estética
Divino Espaço Estética Avançada
@divinoespaco.estetica
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
