Eleições em Alagoas têm prisões de mesárias, denúncias sobre transporte e troca de urnas
Segundo turno teve flagrantes de propaganda eleitoral, reclamações sobre deslocamento de eleitores e prorrogação

O segundo turno das eleições em Alagoas, neste domingo (25), foi marcado pela prisão em flagrante de duas mesárias suspeitas de propaganda eleitoral irregular, denúncias de problemas no transporte de eleitores e substituição de urnas eletrônicas em dez municípios. O dia também teve uma ação contra três prefeituras por suposta falta de transporte público gratuito e a prorrogação da votação até as 19h em seções que ainda estavam em funcionamento.
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Em Carneiros, no interior do estado, duas mesárias foram presas em flagrante, suspeitas de fazer propaganda eleitoral em favor do Partido dos Trabalhadores (PT). A promotora de Justiça Dalva Tenório esteve na escola onde ocorreu o caso e retirou as mulheres da seção eleitoral. Uma delas teria retirado um adesivo que motivou a abordagem, amassado o material e escondido na mão. A outra alegou que a propaganda estava na imagem de fundo do celular.
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Em Maceió, um mesário da Escola Estadual Ranilson França foi orientado a deixar o local de votação para trocar a camisa da seleção brasileira. Segundo relatos de eleitores, ele havia sido orientado previamente a usar uma roupa neutra. A Justiça Eleitoral também determinou que a porta da seção permanecesse aberta.
Denúncias sobre transporte de eleitores


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O Ministério Público Eleitoral fiscalizou o Terminal Rodoviário de Maceió após receber denúncias de falta de transporte intermunicipal para eleitores que precisavam viajar ao interior para votar. As reclamações incluíam demora no embarque e relatos de motoristas que estariam cobrando valores dos passageiros e ameaçando deixá-los no caminho caso não pagassem.
Entre os destinos citados estavam São Miguel dos Campos, Teotônio Vilela e Penedo. Uma promotora afirmou que os municípios mais distantes poderiam registrar maior tempo de espera, já que os veículos precisariam levar passageiros ao interior, retornar à capital e fazer novas viagens.
Um passageiro relatou ter esperado cerca de uma hora e meia em um ponto conhecido como Miramar para seguir até União dos Palmares. Sem conseguir embarcar, ele foi à rodoviária, mas ainda não havia conseguido transporte naquele momento.
Também neste domingo, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) contra as prefeituras de Maceió, Girau do Ponciano e Igreja Nova. A federação alegou falta de garantia de transporte público gratuito no dia da votação e pediu o restabelecimento imediato do serviço, além de multa de R$ 1 milhão para cada município que persistisse no descumprimento. A ação também solicita a apuração de possíveis ilícitos e a extensão da votação até as 18h, caso sejam constatadas irregularidades.
Dezesseis urnas foram substituídas
Dezesseis urnas eletrônicas precisaram ser substituídas durante o segundo turno. As ocorrências foram registradas em cidades como Maceió, Delmiro Gouveia, Craíbas, Atalaia, Santana do Ipanema, Minador do Negrão, São Brás, Igreja Nova, Igaci e Arapiraca.
Votação prorrogada até as 19h
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do horário de votação em todo o país até as 19h, após relatos de problemas no transporte de eleitores em ao menos dez estados. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia acionado a Corte, sob o argumento de que a extensão do horário garantiria igualdade de condições aos eleitores. Já a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pediu o adiamento em decorrência das fortes chuvas que atingem o Sul do país.
Em Alagoas, o TRE-AL informou que o pleito transcorreu com regularidade e sem intercorrências até as 17h. As seções que ainda estavam em funcionamento após esse horário deveriam permanecer abertas até as 19h.
Segundo o tribunal, as seções que já haviam encerrado os trabalhos e emitido os respectivos boletins de urna não poderiam reabrir o sistema eletrônico. A coleta manual de votos também foi vedada.
Por determinação da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a divulgação dos resultados da totalização permaneceu temporariamente suspensa.
