Gata espancada por ex-funcionários de academia desapareceu em agosto e teve morte revelada por vídeo
Camila Regina vivia nas imediações do estabelecimento e era alimentada diariamente por uma protetora; imagens registraram as agressões que levaram à morte do animal

A gata Camila Regina desapareceu em 29 de agosto, após ser agredida por dois funcionários de uma academia na Ponta Verde, em Maceió. O caso foi esclarecido após imagens de câmeras de segurança registrarem as agressões que levaram à morte do animal. Nesta sexta-feira (23), a Polícia Civil de Alagoas concluiu a investigação e indiciou os dois envolvidos por maus-tratos contra animal.
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Camila Regina vivia nas imediações da academia Bluefit e era alimentada diariamente por uma protetora de animais. A ausência da gata no local onde costumava aparecer todas as manhãs despertou a desconfiança da cuidadora, que já suspeitava de um possível episódio de violência, mas ainda não tinha provas.
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Diante do desaparecimento, a protetora procurou a delegacia, registrou um boletim de ocorrência e solicitou as imagens das câmeras de segurança para tentar esclarecer o que havia acontecido com o animal.
As gravações revelaram a sequência de agressões. O vídeo mostra os dois funcionários colocando Camila Regina dentro de um saco e arremessando-o repetidamente contra o chão. As imagens também registram chutes e pisões contra a gata.


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A divulgação do vídeo provocou indignação nas redes sociais. A morte de Camila Regina passou a ser lembrada em manifestações de repúdio à violência contra animais.
Ex-gerente e funcionário da manutenção foram indiciados
A Polícia Civil de Alagoas concluiu a investigação nesta sexta-feira (23) e indiciou os dois envolvidos por maus-tratos contra animal. Uma das pessoas investigadas era gerente da academia, enquanto a outra trabalhava na área de manutenção.
Durante os interrogatórios, um dos suspeitos confessou a prática do crime. O outro optou por permanecer em silêncio.
Com a conclusão das diligências, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Alagoas (MPAL), responsável por avaliar as medidas cabíveis. O indiciamento encerra a etapa de investigação policial, mas não representa, por si só, uma condenação judicial.
Academia se manifesta sobre o caso
Em nota oficial atualizada, a Bluefit afirmou que acolhia Camila Regina nas dependências do estabelecimento e negou participação, autorização ou conhecimento prévio das agressões.
A empresa declarou que afastou ou desligou os envolvidos, colaborou com a Polícia Civil e repudiou qualquer forma de violência contra animais. Também ressaltou que não é investigada nem acusada no caso.
A academia explicou que o silêncio anterior ocorreu em razão do caráter sigiloso da investigação. Na manifestação, a empresa também declarou apoio a manifestações pacíficas e pediu que eventuais protestos não atinjam pessoas ou estabelecimentos sem relação com as agressões.
