Como alagoano que morreu na guerra conseguiu chegar à Ucrânia
Fabrício Duarte tinha o sonho de seguir a carreira militar

O alagoano Fabrício Duarte, de 25 anos, morto no último sábado (10), durante uma missão na guerra entre Rússia e Ucrânia, teria se alistado através de um site na internet apresentado por amigos. Natural de Olivença, no Sertão de Alagoas, ele tinha o sonho de seguir a carreira militar. Fabrício chegou a realizar a prova do Exército em Alagoas e ser aprovado, mas precisou se mudar para São Paulo para trabalhar.
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Em São Paulo, alguns amigos o apresentaram um site de alistamento para lutar na Ucrânia, prometendo uma boa quantia em dinheiro para quem participasse, despertando o interesse do alagoano.
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Ataque durante a última missão
Fabrício estava na Ucrânia, desde julho de 2025 e, em entrevista à TV Gazeta, sua mãe, Waldynha Sonny Silva, disse que ele embarcou para a Europa sem avisá-la, buscando preservá-la devido a seus problemas de saúde.


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O jovem mantinha contato com a família por mensagens de áudio e chamadas de vídeo, prometendo uma vida melhor com o dinheiro que ganharia após o período na guerra.
No último sábado, ao participar do que seria sua última missão antes de retornar ao Brasil, o jovem acabou falecendo. Segundo informações repassadas por colegas de Fabrício aos familiares, ele teria sido vítima de uma emboscada de soldados russos em uma cidade no sul da Ucrânia.
Ainda de acordo com os relatos, ele também teria sido atingido por uma mina e resistido por algum tempo, mas não sobreviveu.
Família tenta trazer o corpo para Alagoas
A família agora tenta trazer o corpo de Fabrício. Segundo Waldynha, sua filha entrou em contato com a embaixada da Ucrânia para buscar informações sobre os procedimentos, mas ainda não havia confirmação sobre a possibilidade de trazer o corpo de volta.
Como o local do ataque permanece sob controle da Rússia, não é possível resgatar o corpo, devido à presença de drones. Além disso, ainda segundo Waldynha, a família não tem condições financeiras de arcar com os custos do transporte internacional.
A mãe faz um apelo às autoridades brasileiras e internacionais para que auxiliem no traslado do corpo do filho.
