Papa Francisco viveu mais de seis décadas sem lobo do pulmão; relembre
Aos 21 anos, o religioso argentino passou por cirurgia devido a uma inflamação e cistos no órgão

Assim como o Leão XIV, que passou por uma cirurgia nesta terça-feira (13) e teve que remover o lobo inferior do pulmão direito, o seu antecessor, o papa Francisco, também teve que retirar parte do órgão.
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Quando tinha apenas 21 anos, o então jovem argentino Jorge Bergoglio teve uma grave inflamação nas membranas dos pulmões, com a formação de três cistos, e teve que retirar o lobo superior do órgão direito.
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Na biografia que publicou em 2024, o papa Francisco narrou a agonia: “Um dia eu piorei: minha temperatura corporal estava altíssima, e o reitor, assustado, levou-me correndo ao Hospital Sírio-Libanês. Fui diagnosticado com uma séria infecção, e naquele dia tiraram um litro de líquido dos meus pulmões”.
Como resultado da pleurisia - inflamação das membranas -, e dos cistos, Bergoglio teve que passar pela retirada do lobo, com as melhores técnicas cirúrgicas da época.


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A recuperação foi longa, e o papa revelou que chegou a se preparar para morrer. "Você pode imaginar o tamanho dos cortes e o quanto sofri", descreveu Francisco sobre o procedimento, realizado em 1957.
O pontífice dizia dever sua vida à freira italiana Cornelia Caraglio, que o acompanhou no hospital e administrou nele doses de penicilina adicionais, ao perceber que as prescritas pelos médicos estavam baixas demais.
Bergoglio viveu sem o lobo superior do pulmão direito até morrer de um AVC e falência cardíaca irreversível, aos 88 anos.
Manobra para tirá-lo da disputa pelo papado
Outra revelação do papa em seu livro foi a de que soube que estava sendo considerado para assumir o pontificado quando começou a ser interrogado pelos demais cardeais.
Um dos questionamentos foi justamente acerca da sua saúde respiratória, pelo cardeal espanhol Santos Abril y Castelló que lhe perguntou: "Eminência, desculpe perguntar, mas é verdade que lhe falta um pulmão?”.
Bergoglio respondeu que não, que não tinha somente o lobo superior do órgão direito, retirado décadas antes. Segundo o papa, o cardeal ficou sério e reclamou, “bastante irritado”, de “manobras de última hora”.
“Esse foi o momento preciso em que me dei conta de que os cardeais estavam pensando em mim como sucessor de Bento XVI”, narrou Francisco, sobre o conclave que o levou à liderança da Igreja Católica em 2013.
