EUA vão transmitir ao vivo primeira execução militar em 65 anos, diz site
Ex-major condenado por matar 13 pessoas será fuzilado em dezembro; Pentágono ainda não informou em qual plataforma ocorrerá a transmissão


Os Estados Unidos vão transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan, ex-major do Exército condenado por matar 13 pessoas em uma base militar no Texas, em 2009. A execução está marcada para 3 de dezembro e será a primeira realizada pelas Forças Armadas americanas em 65 anos, segundo o site Axios.
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O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que a execução será aberta ao público. O Pentágono confirmou que haverá transmissão ao vivo, mas ainda não informou em qual plataforma as imagens serão disponibilizadas.
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Em entrevista ao canal conservador Real America's Voice, Hegseth disse que Hasan será executado por um pelotão de soldados. Segundo ele, a exposição pública tem o objetivo de mostrar as consequências de crimes como o cometido pelo ex-militar. "Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público", afirmou o secretário.
A execução foi autorizada pelo presidente Donald Trump e ocorrerá na base militar de Fort Hood, no Texas, onde Hasan cometeu o ataque.


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O ex-major era psiquiatra do Exército quando, em 5 de novembro de 2009, abriu fogo contra militares que aguardavam atendimento em uma instalação médica. Treze pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas.
Hasan foi atingido por disparos durante a reação ao ataque e ficou paralisado. Em 2013, um tribunal militar o condenou à morte pelos assassinatos.
Durante o julgamento, ele reconheceu a autoria dos disparos e afirmou que havia agido em resposta às operações militares americanas em países muçulmanos.
A última execução realizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos ocorreu em 1961, quando o soldado John Bennett foi enforcado. Já a última execução militar por fuzilamento aconteceu em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. Na ocasião, o soldado Eddie Slovik foi morto na França após ser condenado por deserção.
Segundo o Axios, os Estados Unidos também não realizam uma execução pública desde 1936, quando Rainey Bethea foi enforcado no Kentucky. O fuzilamento voltou a ser utilizado nos Estados Unidos em março de 2025, quando a Carolina do Sul retomou o método após 15 anos. O condenado era Brad Sigmon, de 67 anos, sentenciado pelo assassinato dos pais da ex-namorada.
O anúncio da transmissão levanta dúvidas sobre como o público poderá acompanhar o procedimento. Até o momento, o Pentágono não detalhou como organizará a transmissão nem informou se haverá restrições de acesso.
