Jovem levada de casa por grupo encapuzado teria sido executada com tiro na cabeça
Corpo da jovem, reconhecido pelo pai, foi encontrado em uma área de mata de uma fazenda no Benedito Bentes
Gleice de Assis Ferreira, de 22 anos, foi executada com um disparo de arma de fogo na cabeça. É o que apontam as primeiro informações divulgadas nesta quarta-feira (7), pelo delegado João Marcelo. O corpo da jovem, reconhecido pelo pai, foi encontrado em uma área de mata de uma fazenda no Benedito Bentes, parte alta de Maceió.
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De acordo com o delegado, o corpo foi localizado após a polícia receber informações de que havia uma mulher em uma área de mata. A suspeita de que se trata de Gleice ocorreu porque a vítima estava com roupas semelhantes às usadas quando foi levada de casa por homens encapuzados e apresentava sinais de uma tatuagem que ela possuía.
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O pai de Gleice esteve no local e reconheceu a camisola e a tatuagem. A identificação oficial, no entanto, será confirmada após exames do Instituto Médico Legal (IML).

Ainda segundo João Marcelo, a jovem havia sido expulsa do conjunto Planalto, onde morava, após o irmão ser assassinado no ano passado. Ele era, conforme a investigação, "odiado" por uma facção criminosa e também teria sido ameaçado para deixar a região. Como não saiu, acabou assassinado no bairro Ouro Preto.


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Após o assassinato do irmão, Gleice também foi orientada a deixar a localidade. Ela trabalhava em um restaurante, tinha filhos e não tinha envolvimento com o tráfico, mas os integrantes da facção teriam interpretado a nova moradia dela no mesmo bairro como um desafio.
A investigação aponta que quatro homens encapuzados e armados invadiram a casa da jovem. Pessoas que estavam dentro do imóvel foram ouvidas pela polícia.

O ex-companheiro de Gleice foi preso como suspeito do crime. Ele negou participação, mas, de acordo com a polícia, apresentou contradições durante o depoimento.
O delegado explicou que, após o desaparecimento de Gleice, o ex-companheiro deixou a região onde morava e passou a noite na parte baixa de Maceió. Ele é apontado como integrante da facção criminosa e teria função de disciplina dentro do grupo, além de ter participado das ameaças feitas contra Gleice antes do desaparecimento.
