Protestos estudantis na França deixam 40 diretores feridos
Quase 2 mil pessoas foram presas durante escalada de violência em protestos. Mais de 400 escolas foram fechadas nesta sexta

Mais de 400 escolas na França não terão aulas presenciais nesta sexta-feira (2/10) devido aos protestos estudantis que tiveram uma escalada de violência nos últimos dias.
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O ministro da Educação, Édouard Geffray, afirmou que 65 funcionários ficaram feridos, 40 deles diretores, e foram registrados danos importantes nas instalações escolares. Ele apelou aos pais para que não deixem que os seus filhos se coloquem em perigo.
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“Estamos diante de uma verdadeira vontade de destruição do serviço público de educação”, disse.
Segundo a polícia, nos últimos dias foram apreendidos marretas, barras metálicas, artefatos incendiários e produtos inflamáveis com os manifestantes.


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Absolute chaos across France: 625 arrests 83 police officers attacked 32 teachers injured Hundreds of schools burned down Vehicles and churches set on fire North African and far-left students have declared war against the French state. https://t.co/zTSE5L0vFU
— Dr. Maalouf (@realMaalouf) October 1, 2026
À emissora BFM-TV, Édouard Geffray disse que a violência não está partindo de estudantes, e sim de pessoas infiltradas. “Inicialmente, não temos alunos violentos, ou temos muito poucos. Temos indivíduos de fora que estão lá para causar danos”, afirmou.
Segundo ele, a maioria dos diretores afetados afirmou que “as pessoas que eles tiveram à sua frente no momento dos atos violentos” não eram seus alunos.
De acordo com a Agence France-Presse (AFP), todas as autoridades administrativas regionais de Paris emitiram decretos proibindo manifestações nesta sexta-feira nas imediações de escolas de ensino médio que estariam fechadas no dia.
Segundo o Ministério da Justiça, 1793 pessoas foram detidas desde segunda-feira (28/9). Os estudantes protestam contra a falta de professores e de instalações decentes.
