
O primeiro amistoso terminou em 1 a 1, com o gol brasileiro nos acréscimos. O empate evitou a derrota, mas não apagou uma atuação que deixou dúvidas. Faltou conexão entre os setores e a Seleção teve dificuldade para construir o jogo.
Depois daquela partida, o técnico pediu paciência e disse que as críticas não mudariam sua ideia para o futuro da equipe. Era uma declaração de convicção. O segundo amistoso precisava apresentar algum sinal de que esse caminho estava sendo trabalhado.
E apresentou. O Brasil fez sete mudanças, enquanto a Austrália repetiu a equipe titular. Mais do que trocar nomes, a Seleção buscou outra composição, com mais presença no meio-campo e melhor organização. A Austrália chegou a virar o placar. A resposta brasileira veio depois, com mais intensidade e capacidade de competir.
O 4 a 2 tem valor. Mas o terceiro gol oferece uma imagem importante do que esse time pode buscar: passes em progressão, aproximação e participação coletiva até a finalização. Não foi apenas um gol bonito. Foi uma jogada construída com uma ideia.
Renovar não é só convocar novos jogadores ou mexer na escalação. É encontrar funções, testar combinações e construir uma equipe. O Brasil ainda não resolveu seus problemas, e a virada australiana no primeiro tempo está aí para lembrar disso.
Mas, se no primeiro amistoso ficou a decepção, hoje houve organização e espírito de competição. Paciência não significa ausência de cobrança. Significa observar o processo e exigir que os bons sinais apareçam de novo.