Dia Mundial Sem Carro: moradores de Maceió adotam bicicleta na rotina
Ciclistas relatam praticidade, economia e menos estresse ao trocar o automóvel
O Dia Mundial Sem Carro, celebrado nesta terça-feira (22), chama atenção para o uso excessivo de veículos e incentiva a busca por alternativas mais sustentáveis de mobilidade. Em Maceió, moradores que adotaram a bicicleta como principal meio de transporte mostram que é possível mudar a rotina e deixar o automóvel de lado.
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Há dez anos, Moacir decidiu vender o carro e passar a utilizar a bicicleta nos deslocamentos diários. A mudança começou depois que ele percebeu o desgaste provocado pelo trânsito durante o trajeto até o trabalho.
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“Eu percebia que aquele deslocamento era cansativo, era angustiante por conta do trânsito. Aí eu pensei: será que eu não consigo me deslocar de bicicleta também para o trabalho?”, contou.
A partir da experiência, a bicicleta foi incorporada definitivamente à rotina. Além de evitar os congestionamentos, Moacir passou a enxergar outros benefícios no novo hábito, como a possibilidade de praticar atividade física durante o deslocamento.


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“Você em cima da bicicleta está fazendo uma atividade física, está ali pensando em coisas boas”, relatou.
No início, a escolha pela bicicleta também trouxe desafios. Entre as dificuldades estavam a falta de ciclovias em determinados trajetos e a necessidade de compartilhar as vias com carros, motos e ônibus.
A rotina no trabalho também precisou ser adaptada. "Era necessário encontrar um local adequado para tomar banho, trocar de roupa e estacionar a bicicleta", disse. Com o tempo, porém, Moacir encontrou maneiras de superar os obstáculos e manter o novo meio de transporte.
A experiência dele se repete na rotina de Juliana, que utiliza a bicicleta como principal meio de transporte desde 2013. A decisão também surgiu a partir da percepção de que a bicicleta poderia ser uma alternativa mais rápida, prática e econômica.
“Começou justamente quando eu percebi que era mais rápido, mais prático e mais barato do que pegar um ônibus ou pegar um carro para poder ir para os meus destinos”, afirmou.
Com o passar dos anos, ela aprendeu os melhores caminhos para circular pela cidade e incorporou definitivamente a bicicleta à rotina.
“Até hoje, é o meu meio de transporte principal. Não tenho carro e não pretendo ter”, disse Juliana Agra, que também atua como cicloativista.
Para quem utiliza a bicicleta diariamente, a estrutura disponível na cidade é um dos fatores que podem estimular mais pessoas a adotarem esse meio de transporte.
Juliana destaca a importância das ciclovias para aumentar a segurança dos ciclistas e incentivar quem ainda tem receio de deixar o carro ou o transporte coletivo.
“Ciclovias são extremamente importantes justamente para dar segurança para quem está querendo se deslocar”, afirmou.
Segundo ela, além da ampliação das ciclovias, é importante que os trechos sejam conectados entre si. A integração das estruturas pode facilitar os deslocamentos e ampliar as possibilidades de uso da bicicleta em diferentes regiões.
Outro fator apontado por Juliana é a própria dimensão de Maceió. Segundo ela, muitos deslocamentos podem ser feitos em trajetos de cinco a dez quilômetros, distância que pode ser percorrida de bicicleta em aproximadamente meia hora, dependendo do percurso e das condições de deslocamento.
Para os ciclistas, a experiência mostra que a bicicleta pode ser uma alternativa viável para parte dos deslocamentos cotidianos, especialmente quando há infraestrutura adequada e segurança para quem pedala.
Mais do que uma mudança individual de hábito, o Dia Mundial Sem Carro coloca em discussão a forma como as cidades são ocupadas e como as pessoas podem se deslocar por elas. Em Maceió, histórias como as de Moacir e Juliana mostram que deixar o carro de lado pode fazer parte da rotina de quem busca outras formas de mobilidade.

