Renan Filho diz que JHC é investigado no caso Iprev-Banco Master
Candidato cita documento enviado ao STF e cobra explicações sobre os R$ 97 mi aplicados pelo Iprev
O candidato ao Governo de Alagoas Renan Filho (MDB) publicou, neste sábado (12), um vídeo no qual afirmou que JHC (PSDB) é investigado no caso envolvendo aplicações do Iprev Maceió no Banco Master. Renan prometeu cobrar explicações pessoalmente durante um debate marcado para o mesmo dia, mas o adversário não compareceu.
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“JHC é investigado no processo Iprev-Banco Master em razão do seu possível envolvimento”, declarou Renan Filho, ao comentar a retirada do sigilo dos autos.
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O emedebista afirmou que JHC vinha negando a condição de investigado e atribuiu ao ex-prefeito responsabilidade política pelos R$ 97 milhões aplicados pelo instituto de previdência em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.
“Você acompanhou que JHC tinha dito que não era investigado nesse caso, onde o Iprev de Maceió perdeu R$ 97 milhões dos recursos dos aposentados e dos pensionistas investindo no Banco Master”, disse Renan. A afirmação sobre a perda dos recursos integra a acusação feita pelo candidato.


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Na peça judicial, o Ministério Público Federal é citado como autor do pedido para que o inquérito fosse enviado ao Supremo Tribunal Federal. Conforme o relato do juiz responsável pelo caso, o MPF apontou conexão com investigações mais amplas sobre o Banco Master e mencionou o “possível envolvimento” de João Henrique Caldas.
O documento registra ainda que JHC, então prefeito de Maceió, figurava formalmente como responsável legal pela unidade gestora perante o Ministério da Previdência Social. A decisão também afirma que ele possuía poder para nomear e exonerar a cúpula do Iprev.
“Essa condição, juntamente com a conexão com o caso Banco Master, foi inclusive considerada na decisão que determinou a remessa da investigação ao Supremo”, afirmou Renan no vídeo.
A decisão foi assinada pelo juiz federal Raimundo Alves de Campos Júnior. O magistrado determinou o envio do inquérito e de duas representações criminais ao STF, que deverá analisar a possibilidade de investigação conjunta ou eventual desmembramento do caso.
Apesar das declarações de Renan, a peça disponível não individualiza uma conduta criminosa atribuída a JHC. O ex-prefeito também não aparece entre as pessoas contra as quais a Polícia Federal pediu busca e apreensão, bloqueio de bens ou afastamento de função pública. O documento não apresenta denúncia ou condenação contra ele.
Antes do debate, Renan disse que trataria do assunto frente a frente com o adversário. “JHC, eu vou tratar sobre isso com você lá. Se você for, se você não for, eu vou seguir cobrando por aqui que você explique aonde foram parar os recursos do Banco Master”, declarou. Com a ausência de JHC, o confronto anunciado não ocorreu.
