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Evitar contato de plástico com alimentos reduz químicos no corpo em 7 dias

Troca de embalagens e utensílios diminui compostos do plástico na urina em até 60%, aponta estudo com voluntários


				Evitar contato de plástico com alimentos reduz químicos no corpo em 7 dias
azerbaijan_stockers/Magnific.

Reduzir o contato dos alimentos com plástico pode diminuir a presença de substâncias químicas no organismo em poucos dias. Um estudo com voluntários mostrou que mudanças simples na forma de comprar, armazenar e preparar a comida já são suficientes para alterar esses níveis.

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A pesquisa, publicada na revista Nature Medicine em abril, acompanhou participantes que adotaram uma dieta com o mínimo possível de contato com plástico. Após uma semana, foram registradas quedas relevantes em compostos ligados a esse material.

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Como foi feito o estudo

O trabalho incluiu um ensaio com 60 pessoas na Austrália. Parte dos participantes manteve a rotina habitual, enquanto outros passaram a consumir alimentos produzidos, armazenados e preparados sem contato com plástico.

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Também houve grupos que trocaram utensílios de cozinha e produtos de higiene por versões sem plástico. Em todos os casos, a alimentação foi mantida semelhante à rotina dos voluntários.

Ao final de sete dias, os pesquisadores observaram redução nos níveis urinários de substâncias como ftalatos e bisfenóis, comuns em embalagens, recipientes e utensílios. Entre os participantes que seguiram a dieta com mais rigor, os níveis de alguns compostos caíram até 60% em comparação com o grupo de controle.

De onde vêm essas substâncias

Ftalatos e bisfenóis podem migrar para os alimentos a partir de embalagens plásticas, revestimentos de latas, garrafas e até utensílios de cozinha.

Os compostos fazem parte de um grupo maior de substâncias usadas na produção de plásticos. Hoje, são mais de 16 mil catalogadas, e algumas estão associadas a alterações hormonais.

Antes do experimento, os pesquisadores já haviam identificado a presença dos compostos em todos os participantes analisados. Alimentos ultraprocessados, embalados ou aquecidos em plástico apareceram como fontes frequentes.

O que os resultados indicam

Os dados mostram que a forma como os alimentos entram em contato com o plástico ao longo da cadeia, da produção ao preparo, influencia a exposição do corpo a essas substâncias.

“Ao fornecer alimentos e utensílios sem plástico, mostramos que mudar o que se come e como se prepara a comida pode reduzir esses compostos no organismo”, afirmou a pesquisadora Amelia Harray, em comunicado.

Apesar dos resultados, os cientistas destacam que ainda não está claro quais são os efeitos dessas substâncias na saúde ao longo do tempo. Também não existe um nível considerado seguro.

Pesquisas anteriores já apontaram relação entre esses compostos e problemas como doenças cardiovasculares e infertilidade, mas ainda não há consenso sobre causa direta.

Mudanças simples no dia a dia

Segundo os autores, reduzir o uso de embalagens plásticas, evitar aquecer alimentos nesses recipientes e optar por utensílios de materiais como vidro ou aço podem ajudar a diminuir a exposição. A equipe destaca que as substâncias analisadas são eliminadas rapidamente pelo corpo, o que ajuda a explicar a redução observada em poucos dias.

Para os pesquisadores, os resultados indicam que mudanças no cotidiano podem fazer diferença, mas também apontam para a necessidade de rever como os alimentos são produzidos e embalados.

Acompanhe a matéria em Metrópoles.com

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