Idosas de 90 e 65 anos são resgatadas de trabalho análogo a escravidão
A Superintendência Regional do Trabalho apontou que elas trabalhavam sem folgas nem carteira assinada

Segundo a fiscalização, duas idosas, de 65 e 90 anos, foram resgatadas de uma situação análoga à escravidão doméstica em Belo Horizonte após trabalharem para a mesma família por 60 e 75 anos, respectivamente.
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As mulheres faziam limpeza, compras e preparavam refeições, inclusive aos domingos, sem folgas ou carteira assinada. Fiscais da Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais realizaram a operação com apoio do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal.
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Os empregadores alegaram que mantinham uma relação familiar com as vítimas, mas a fiscalização rejeitou essa versão. A investigação não identificou igualdade de oportunidades, convivência social ou autonomia para as mulheres, nem direitos patrimoniais ou sucessórios. A mulher de 65 anos foi encontrada já adoentada e foi levada a um hospital, enquanto a de 90 anos apresentava melhor estado de saúde.
As duas mulheres foram encaminhadas para acolhimento e passaram a ser acompanhadas pela rede de proteção. A Superintendência Regional do Trabalho negocia com a prefeitura de Belo Horizonte a oferta de abrigo, assistência social, atendimento psicológico e recursos para que elas reconstruam a vida.


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Os empregadores relataram que as vítimas eram "familiares". Eles disseram para as autoridades que existia uma relação familiar, no entanto, para o Ministério Público do Trabalho e Emprego, ficou nítido que as vítimas não tinham as mesmas oportunidades que as demais pessoas do núcleo.
