Homem acusado de matar mulher a facadas é condenado a quase 16 anos de prisão
Crime aconteceu em setembro de 2024; o réu confessou o crime durante interrogatório policial

O Tribunal do Júri de Murici condenou, nesta quinta-feira (13), José Ricardo Clemente a 15 anos e sete meses de prisão pelo feminicídio de Monique Paz da Costa. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. O julgamento ocorreu após atuação do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL).
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O Conselho de Sentença considerou procedente a acusação apresentada pela promotora de Justiça Ilda Regina Reis e reconheceu a responsabilidade do réu pela morte da companheira.
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Segundo a denúncia, o crime aconteceu em 7 de setembro de 2024, na cidade de Murici, em Alagoas. José Ricardo é acusado de matar Monique utilizando uma faca. O laudo pericial identificou ferimentos provocados por arma branca, enquanto os depoimentos reunidos durante a investigação ajudaram a esclarecer o assassinato. Durante o interrogatório policial, ele confessou o crime.
Ainda conforme o MPAL, depois de matar Monique, José Ricardo deixou a residência, passou por ruas da região e chegou a consumir bebida em um bar. Ele também teria contado a populares que havia “furado” a mulher. A porta da casa permaneceu aberta, permitindo que outras pessoas visualizassem o ocorrido.


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Durante o julgamento, a promotora Ilda Regina Reis sustentou a condenação do acusado com base na decisão de pronúncia e nos elementos reunidos ao longo do processo.
Entre os relatos apresentados à Justiça estava o da filha de Monique, que afirmou que a mãe sofria agressões praticadas pelo réu.
Ao analisar os quesitos apresentados durante o júri, os jurados reconheceram a ocorrência do feminicídio e acolheram a tese defendida pelo Ministério Público.
Réu continuará preso
José Ricardo Clemente estava preso preventivamente desde 8 de setembro de 2024, um dia após o crime.
Como o período de prisão já cumprido foi considerado na sentença, restam 13 anos, sete meses e 25 dias de reclusão.
O réu permanecerá preso e não terá o direito de recorrer da condenação em liberdade.
