Caso Iprev: investigação da PF coloca secretário no centro de debate na Câmara
Vereadores se dividem sobre permanência de João Felipe Alves Borges na Secretaria de Fazenda de Maceió

A operação da Polícia Federal no Iprev Maceió repercutiu na sessão dessa terça-feira (11) da Câmara Municipal e dividiu os vereadores sobre a permanência do secretário de Fazenda, João Felipe Alves Borges, no cargo. Alvo de busca e apreensão e de bloqueio de bens por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ele foi defendido por parlamentares da base e teve o afastamento questionado por outros.
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A vereadora Teca Nelma (PT) cobrou esclarecimentos sobre os investimentos do Iprev e voltou a afirmar que os recursos aplicados em letras financeiras do Banco Master foram perdidos. Tácio Melo (PSD) anunciou que pretende colher oito assinaturas para propor a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) sobre as operações.
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João Felipe integrava o Conselho de Administração do Iprev à época dos aportes. Segundo decisão do ministro André Mendonça, o colegiado era responsável pelas diretrizes e pela política de investimentos. O STF determinou o bloqueio de bens do secretário e de outros cinco investigados, até o limite de R$ 97 milhões, referentes a aplicações de R$ 80 milhões, em dezembro de 2023, e R$ 17 milhões, em maio de 2024.
O presidente da Câmara, Chico Filho (PSDB), defendeu a permanência do secretário e disse que continuará confiando nele até o avanço das investigações. O líder do governo, Marcelo Palmeira, também defendeu João Felipe e destacou que Mendonça rejeitou o pedido de afastamento.


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Luciano Marinho, por outro lado, defendeu o afastamento preventivo. Samyr Malta (Podemos) pediu cautela e afirmou que o Iprev tem autonomia para decidir sobre os investimentos. Segundo ele, João Felipe não teria participado das reuniões que resultaram nos aportes.
