Saiba o que o Banco Central planeja para transformar o Pix em sistema internacional e mudar pagamentos no exterior
Pix internacional poderá integrar o sistema brasileiro a ferramentas de pagamentos instantâneos de outros países

Em relatório publicado nesta segunda-feira (10), o Banco Central do Brasil detalhou os planos para criar o Pix internacional.
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A proposta é conectar o sistema brasileiro a ferramentas de pagamentos instantâneos semelhantes adotadas por outros países.
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O documento destaca as evoluções pelas quais o Pix passou desde o lançamento, em 2020. Entre as tecnologias implementadas ao longo dos últimos anos estão o Pix Saque, o Pix Agendado e o Pix por aproximação.
No caso da internacionalização, o Banco Central lembra que o Pix já é aceito em alguns países.


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Recentemente, o governo brasileiro informou que brasileiros podem utilizar o sistema para realizar pagamentos diretamente em países como Argentina, Chile, Estados Unidos, Portugal e Espanha.
No entanto, o funcionamento atual ocorre por meio de convênios entre instituições financeiras brasileiras e instituições dos outros países.
A estratégia futura apresentada pelo Banco Central é diferente: a proposta é interligar os sistemas de pagamentos, em vez de depender de acordos individuais entre empresas privadas.
“A iniciativa busca viabilizar que informações e fluxos originados no ecossistema do Pix possam ser utilizados como suporte a operações de financiamento da atividade econômica”, continua a autarquia.

Como o Pix internacional deve funcionar?
O Pix internacional prevê uma conexão entre o sistema brasileiro e ferramentas semelhantes utilizadas em outros países.
Para o consumidor brasileiro, a experiência poderá ser parecida com a de um Pix convencional.
Em estabelecimentos habilitados, o cliente poderá ler um QR Code e autorizar o pagamento pelo aplicativo de uma instituição financeira brasileira. A diferença está nas etapas realizadas nos bastidores da operação.
Atualmente, quando um brasileiro utiliza o Pix no exterior, a instituição brasileira recebe o pagamento em reais e posteriormente realiza a remessa internacional pelos meios convencionais.
A infraestrutura criada e operada pelo Banco Central não atravessa a “fronteira” nessa operação.
Dessa forma, embora a experiência para o consumidor possa ser semelhante à de um pagamento realizado no Brasil, a operação internacional ainda depende de mecanismos adicionais entre as instituições financeiras envolvidas.
Como funciona o pagamento do exterior para o Brasil?
O caminho inverso também já existe. Estrangeiros podem utilizar aplicativos de instituições financeiras de seus respectivos países para ler um QR Code gerado por um estabelecimento brasileiro.
Nesse caso, uma instituição financeira parceira no Brasil realiza o Pix para o comerciante em reais.
Ao mesmo tempo, a instituição estrangeira debita o valor correspondente da conta do cliente em sua própria moeda. A compensação entre as duas empresas ocorre posteriormente, fora do sistema do Pix.
Esse modelo permite que o pagamento seja concluído no estabelecimento brasileiro, mas ainda depende da atuação das instituições financeiras parceiras para realizar a conversão e a liquidação da operação entre os países.
