"Eu quero justiça", desabafa irmã de jovem morto na orla de Pajuçara
Com este caso, a região da orla de Pajuçara já registra seis homicídios desde o início deste ano
"Eu quero resposta, quero justiça." O apelo é de Ana Paula Cézar de Araújo Silva, irmã de Moisés Gabriel Cézar de Araújo Silva, de 21 anos, morto a tiros na orla de Pajuçara, em Maceió, nessa terça-feira (4). A Polícia Civil investiga o crime, ocorrido quando o jovem ajudava um amigo a alugar um patinete. Com este caso, a região da orla de Pajuçara já registra seis homicídios desde o início deste ano.
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O jovem trabalhava havia cerca de um ano vendendo frutas nas proximidades da Feirinha da Pajuçara. Segundo as investigações, Moisés acompanhou um amigo até o estacionamento próximo aos banheiros públicos para alugar um patinete quando um homem se aproximou e efetuou vários disparos, causando tumulto na orla.
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A vítima ainda tentou fugir, mas caiu logo em seguida. Moisés foi socorrido e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde morreu.
Segundo a irmã, ele permaneceu por mais de 40 minutos aguardando socorro médico.


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"Ele passou mais de 40 minutos vivo, sem ter socorro algum, rodeado por policiais, agonizando pela boca, sem ajuda nenhuma, mas sendo filmado. Viram a tatuagem no braço dele e simplesmente reagiram com ele, como se ele fosse bandido, mas não era. E o que dói é que ele poderia estar vivo hoje mesmo com sequela", disse Ana Paula.
Segundo o delegado Emanuel Rodrigues, o amigo que estava com Moisés informou que o suspeito costuma circular diariamente pela região.
"Ele relatou que o suposto autor costuma ficar na região comercializando entorpecentes. E que, depois de realizar os disparos contra Moisés, ainda tentou atirar contra ele, mas não o atingiu. Em seguida, conseguiu fugir em meio à multidão. A Polícia Civil continua realizando diligências para identificar o autor e a motivação do crime", afirmou o delegado.
Familiares afirmam que Moisés era um jovem trabalhador, sem envolvimento com a criminalidade. Ele deixou a esposa e um filho de seis meses.
Ainda abalada, Ana Paula lembrou que o irmão viveria, neste ano, o primeiro Dia dos Pais ao lado do filho.
"Domingo agora, no Dia dos Pais, eu faço uma festa para meu avô e meu pai. A minha família é muito unida, que celebra tudo, e seria o primeiro ano dele sendo pai. É uma dor que eu não consigo te explicar. É uma raiva do modo como foi a partida, como agiram com ele. Eu quero resposta, quero justiça, não sei de que maneira essa justiça vai vim. Para ser sincera, não sei se quero ver ele atrás das grades, se quero ver ele estirado. Mas eu quero justiça pela vida do meu irmão", desabafou.

