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Dia do Padre: jovem de 18 anos e sacerdote com 61 anos de missão revelam desafios da vocação

Gidson da Silva se prepara para o sacerdócio, enquanto Monsenhor Delfino Neto relembra 61 anos de missão na Igreja

Celebrado nessa terça-feira (4), o Dia do Padre homenageia São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes. A data é dedicada aos religiosos que escolheram seguir a vocação sacerdotal e dedicar a vida à fé e ao serviço ao próximo.

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A reportagem da TV Gazeta acompanhou a rotina de quem está se preparando para exercer o sacerdócio e também de quem já vive essa missão há décadas.

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Aos 18 anos, Gidson da Silva, natural de Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas, tem uma rotina diferente da maioria dos jovens. Entre salas de aula, tarefas e momentos de oração, ele se prepara para seguir o caminho do sacerdócio.

“É uma rotina puxada, a gente acorda cedo, cerca de 5h30 da manhã. Tem as missas, as orações também, a manhã todinha cheia de estudos. À tarde, às vezes, tem limpeza, banca pessoal de estudo, organização pessoal e, à noite, mais estudo. O que não falta aqui é estudar, mas principalmente alinhar o estudo com a oração”, contou.

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Durante a formação no seminário, Gidson estuda filosofia nos três primeiros anos e, posteriormente, teologia nos quatro anos seguintes. O chamado para a vida religiosa, segundo ele, surgiu cedo, motivado pela fé e pelo desejo de retribuir o amor de Deus.

“Quando a gente encontra o Senhor, sente esse amor tão grande em nosso coração, que a única maneira de responder é retribuir a Ele e dizer: ‘Senhor, eu não sei o que estou sentindo, esse amor tão grande que o Senhor tem por mim, mas o que eu quero fazer é retribuir’”, afirmou.

Mesmo diante das renúncias e desafios da vocação, o jovem afirma que encontra apoio na rotina de oração, lazer e convivência com os colegas do seminário. Entre os desafios, ele cita o uso das telas e a necessidade de manter o foco na formação.

“O perigo de a gente pegar o celular, às vezes por 10 minutos, mas esses 10 minutos acabam se arrastando por 30 minutos, uma hora. Então, mesmo aqui no seminário, é um perigo constante para a gente. Mas uma rotina de oração, de lazer e fraternidade ajuda a tirar um pouco as telas e focar naquilo que é essencial”, disse.

A trajetória de Gidson se conecta com a história de Monsenhor Delfino Neto, de 91 anos, que acumula 61 anos dedicados ao sacerdócio. Mesmo após décadas de missão, ele afirma que o padre precisa continuar estudando e buscando conhecimento.

“O padre não pode ser um cidadão bitolado àquilo que estudou. Ele tem que ser aberto para aquilo que aprende todo dia. Quanto mais eu aprendo, mais eu me sinto pesquisador da verdade”, declarou.

A inspiração do Dia do Padre vem de São João Maria Vianney, que nasceu na França, em uma família humilde. Aos 17 anos, ele ainda não sabia ler, mas recebeu o chamado para o sacerdócio. Após enfrentar dificuldades na formação, foi ordenado padre aos 29 anos.

Três anos depois, recebeu a missão de atuar em uma aldeia onde, com amor, caridade e humildade, conseguiu converter cerca de 300 habitantes. O trabalho fez com que ele fosse reconhecido como padroeiro dos padres em 1929 pelo Papa Pio XI.

Para Monsenhor Delfino Neto, a vida sacerdotal envolve desafios que fazem parte da escolha pela vocação.

“A palavra renúncia é uma palavra amarga. Eu escolhi desafio. Eu gosto de desafio. Quanto mais você me desafia, mais eu quero mexer com aquilo que me provoca”, afirmou.

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