Inmet monitora fenômeno que pode virar ciclone bomba para o Brasil
Possível ciclone bomba está sendo monitorado pelo Inmet e pode provocar ventos intensos, temporais, granizo e queda acentuada de temperatura

A possível formação de um ciclone bomba está sendo monitorada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
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O órgão acompanha a evolução de um sistema de baixa pressão com potencial para se intensificar rapidamente entre a Argentina, o Uruguai e o Sul do Brasil nos próximos dias.
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O fenômeno poderá provocar temporais, ventos intensos, granizo e avanço de uma massa de ar frio sobre parte do país.
Segundo o Inmet, as previsões indicam condições favoráveis para a ocorrência da chamada ciclogênese explosiva, também conhecida como bombogênese ou, popularmente, ciclone bomba.


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Esse processo ocorre quando um sistema de baixa pressão sofre uma intensificação muito rápida em um curto intervalo de tempo.
A confirmação do fenômeno dependerá da evolução da pressão atmosférica durante o desenvolvimento do ciclone extratropical.
De acordo com as projeções do modelo Cosmo do Inmet, o sistema começa a se organizar a partir das 9h de quinta-feira (6), a partir de um cavado – região alongada de baixa pressão – sobre o norte da Argentina e o Paraguai.
Na sequência, esse sistema evolui para um centro de baixa pressão entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, dando origem a um ciclone extratropical. Nas horas seguintes, o sistema deverá apresentar rápida intensificação.
Ciclone bomba pode atingir maior intensidade no sábado
Caso se forme, o ciclone bomba poderá apresentar características compatíveis com bombogênese entre sexta-feira (7) e sábado (8), segundo as projeções do Inmet.
A previsão indica que a pressão central do sistema poderá cair para aproximadamente 967 hPa na sexta-feira (7) e continuar diminuindo até cerca de 941 hPa no sábado (8).
Essa redução próxima de 26 hPa em um período de 24 horas é considerada compatível com um processo de ciclogênese explosiva.
Segundo o Inmet, o ciclone deverá atingir sua menor pressão prevista, em torno de 940 hPa, durante o sábado (8), quando estará em sua fase mais intensa.
Depois disso, o sistema deverá avançar para sudeste sobre o Oceano Atlântico, afastando-se gradualmente da costa da América do Sul.
Após a passagem do ciclone e da frente fria associada, uma área de alta pressão avançará sobre a Argentina e o Sul do Brasil, favorecendo o ingresso de uma massa de ar frio e a queda das temperaturas nos dias seguintes.
Os principais impactos no Brasil estão previstos entre os dias 6 e 8 de agosto, principalmente na Região Sul.
A formação do ciclone favorecerá o avanço de uma frente fria, com possibilidade de chuva, temporais, descargas elétricas, rajadas de vento e queda de granizo.
Os ventos mais intensos deverão ocorrer principalmente sobre o Oceano Atlântico, onde as rajadas poderão superar 100 km/h nas áreas próximas ao centro do ciclone.
Na faixa costeira e em áreas da Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, também são esperadas rajadas superiores a 60 km/h entre os dias 6 e 8 de agosto.
Após o afastamento do sistema para o oceano, a alta pressão deverá favorecer o avanço do ar frio sobre o Centro-Sul do Brasil.
Segundo o Inmet, a massa de ar frio poderá provocar queda acentuada das temperaturas, com possibilidade de impactos também em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste nos dias posteriores.
