Irã ameaça atacar a Marinha dos EUA se bloqueio naval continuar
Bloqueio naval dos Estados Unidos foi reimposto no mês passado, após o colapso de um cessar-fogo

As forças armadas do Irã "não ficarão de braços cruzados" e não irão permitir que o bloqueio naval ao país continue, segundo Mohsen Rezaei, conselheiro militar do Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O bloqueio naval dos Estados Unidos foi reimposto no mês passado, após o colapso de um cessar-fogo acordado como parte de um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã.
Leia também
O Comando Central dos Estados Unidos informou na segunda-feira (3), que no âmbito do bloqueio, redirecionou 44 navios comerciais, imobilizou dois e realizou a abordagem de outros dois.
Em entrevista à televisão estatal iraniana, Rezaei também afirmou que o Irã "não permitirá, em hipótese alguma, a abertura de qualquer rota pelo Estreito de Ormuz que não seja a rota do Irã".


Vestido de palhaço e com uma faca, homem tenta invadir casa

Fuga em massa: presos arrancam vaso sanitário e escapam

Caseiro reage a assalto e é morto com tiro na cabeça

Mãe que perdeu filho para serial killer de Maceió encontra na confeitaria novo sentido para a vida
"Se os Estados Unidos levarem navios de guerra para a rota ilegal na via, nós os visaremos", completou ele.
O conselheiro militar acusou Washington de violar o memorando de entendimento e de lançar ataques sem antes submeter a questão ao comitê de resolução de disputas.
Os EUA retomaram os ataques contra o Irã no início de julho, depois que Teerã atacou vários navios que transitavam pelo Estreito de Ormuz em uma rota não autorizada.
Rezaei disse que o país norte-americano deveria começar a cumprir as condições já acordadas no memorando, assinado em junho.
"Eles deveriam começar devolvendo nossos recursos, declarando que não estão em guerra com o Irã e deixando de gerar insegurança na via. Permitam-nos apoiar o comércio global por meio de nossos próprios arranjos, de forma ainda melhor do que antes", afirmou Rezaei.
"Quando os EUA começarem a cumprir suas obrigações, as quais haviam começado a implementar brevemente por alguns dias como um passo preliminar, encararemos isso como uma mudança de comportamento", acrescentou ele.
Principais desdobramentos da guerra no Oriente Médio
- Irã nega negociações com os EUA: O Irã está concentrado apenas nas negociações com Omã sobre o Estreito de Ormuz, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei. Baghaei disse que os Estados Unidos "violaram todos os seus compromissos" em junho, quando o cessar-fogo fracassou.
- Bloqueio de navios pelos Houthis: Em outras rotas de petróleo, seis navios-tanque operados pela Arábia Saudita desviaram suas rotas pela África, acrescentando pelo menos duas semanas às viagens, para evitar um bloqueio no Mar Vermelho declarado pelos Houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, segundo dados de rastreamento marítimo.
- Detalhes das negociações contestadas: Falando ontem a bordo do Air Force One, Trump disse que cancelou os ataques planejados após ter sido solicitado a fazê-lo pela Arábia Saudita, pelos Emirados Árabes Unidos, pelo Catar e pelo Irã. Ele afirmou que havia "um acordo sobre Ormuz e, depois, haverá um acordo sobre o programa nuclear".
- Preços do petróleo caem: Os preços do petróleo despencaram hoje depois que o presidente dos EUA afirmou ter cancelado os ataques. Trump também disse que as empresas petrolíferas estão "ganhando dinheiro demais" durante a guerra.
- Outras notícias da região: Em meio aos esforços dos Estados Unidos e do Conselho de Paz para convencer Israel a interromper os ataques na Faixa de Gaza, uma autoridade israelense afirmou que Israel "continuará a neutralizar qualquer ameaça aos nossos civis e soldados".
