Libido depois dos 35: por que ela diminui e o que realmente faz diferença para recuperá-la?
Alterações nos níveis de estrogênio, progesterona e testosterona podem reduzir o desejo sexual

Existe uma realidade muito comum entre mulheres acima dos 35 anos: elas trabalham, cuidam da casa, dos filhos, dos pais, resolvem problemas o dia inteiro e chegam ao fim da noite completamente exaustas.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

É uma queixa cada vez mais frequente no consultório: "Eu amo meu parceiro, mas simplesmente perdi a vontade." Para muitas mulheres, a diminuição da libido vem acompanhada de culpa, frustração e da sensação de que algo está errado com o relacionamento. Mas, nem sempre, o problema não está na relação e sim no organismo.
Leia também
É comum associar a queda da libido apenas à redução dos hormônios sexuais, principalmente na transição para a menopausa. De fato, alterações nos níveis de estrogênio, progesterona e testosterona podem reduzir o desejo sexual, favorecer o ressecamento vaginal e diminuir a resposta do organismo aos estímulos.
Com a maturidade, o corpo feminino começa a passar por mudanças importantes. Algumas são silenciosas, outras mais perceptíveis, e todas podem influenciar diretamente o desejo sexual. A libido não depende apenas dos hormônios. Ela é resultado da interação entre saúde física, equilíbrio emocional, qualidade do sono, alimentação, atividade física e estilo de vida, ou seja, é multifatorial.


Pré-candidato ao governo de AL, Renan Filho defende alianças: 'não se faz política só'

Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió

Governo inaugura ponte na zona rural de São José da Tapera

Renan Filho volta a defender projeto coletivo e união de forças para futura chapa
A alimentação influencia mais do que imaginamos
Não existe um alimento capaz de aumentar a libido de forma isolada. O que faz diferença é um padrão alimentar equilibrado ao longo do tempo.
O organismo prioriza funções essenciais para a sobrevivência. Quando faltam nutrientes importantes ou quando existe um processo inflamatório persistente, dificilmente a reprodução e o desejo sexual estarão entre as prioridades do corpo.
Entre os nutrientes que merecem atenção estão:
• Ferro, cuja deficiência pode provocar fadiga e redução da disposição;
• Vitamina D, relacionada ao funcionamento imunológico, muscular, e ao bem-estar;
• Vitaminas do complexo B, importantes para o sistema nervoso e metabolismo energético;
• Magnésio, que participa de centenas de reações metabólicas e influencia o sono e o controle do estresse;
• Zinco, essencial para a produção hormonal e a saúde reprodutiva.
Em contrapartida, dietas ricas em alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar, álcool e baixa ingestão de proteínas, frutas, verduras e gorduras de boa qualidade favorecem processos inflamatórios, pioram a sensibilidade à insulina e reduzem a produção de energia celular.
Dormir pouco também reduz a libido
Dormir bem deixou de ser apenas uma questão de descanso. Hoje sabemos que é um dos pilares da saúde hormonal.
Uma noite mal dormida interfere diretamente na produção hormonal, no controle do apetite, na regulação emocional e na disposição física.
O sedentarismo também afeta o desejo
Não é necessário treinar intensamente todos os dias. O mais importante é manter uma rotina consistente de movimento.
A prática regular de atividade física melhora a circulação sanguínea, aumenta a produção de endorfinas, reduz o estresse, melhora a autoestima e favorece o equilíbrio hormonal. Além de preservar a massa muscular, reduzir a resistência à insulina e melhorar a qualidade do sono — fatores diretamente relacionados à disposição física e ao desejo sexual.
E os suplementos Nutri?
A suplementação deve ser individualizada e sempre fazer parte de uma estratégia mais ampla de cuidado.
Embora alguns nutrientes possam ser úteis quando existe deficiência comprovada, nenhum suplemento é capaz de compensar um estilo de vida inadequado.
Por isso, se a mulher continua dormindo mal, vivendo sob estresse constante, alimentando-se de forma desequilibrada, sedentária e emocionalmente sobrecarregada, dificilmente uma cápsula resolverá o problema.
Cuidar da libido é cuidar da saúde
A libido pode ser um dos primeiros sinais de que a saúde da mulher está perdendo o equilíbrio e não deve ser encarada como uma consequência inevitável da idade.
Recuperar o desejo sexual não significa apenas melhorar a vida íntima. Significa devolver ao corpo as condições necessárias para funcionar de forma equilibrada.
Quando a saúde melhora, a energia aumenta, a autoestima se fortalece e, muitas vezes, a libido volta a aparecer naturalmente. Afinal, o desejo não nasce apenas dos hormônios. Ele também é resultado da forma como cuidamos do nosso corpo e da nossa mente todos os dias
Luciana Leme – CRN3: 29.513
Nutricionista com atuação em saúde da mulher, emagrecimento e mudanças hormonais femininas, atendendo mulheres que buscam recuperar energia, qualidade de vida e equilíbrio metabólico).
@lemelunutri – instagram
@lucianalemenutri – Youtube
(11) 97247-2729
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
