Cardiologista explica riscos ao coração ao ver jogos da Copa do Mundo
Cardiologista intervencionista Rodrigo Esper destaca que a emoção dos jogos não é perigosa para o coração, mas há exceções

“Haja coração” e “teste para cardíaco” foram algumas das expressões mais usadas pelos brasileiros durante e após o confronto entre Brasil e Japão, pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo, na última segunda-feira (29/6). A Seleção Brasileira saiu vitoriosa e enfrentará a Noruega pelas Oitavas de Final neste domingo (5/7). Com mais um mata-mata do time canarinho pela frente, a coluna conversou com o médico Rodrigo Esper para entender como e se a tensão e a emoção dessas partidas podem impactar a saúde do coração.
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Membro do conselho deliberativo da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), o especialista afirma que a emoção provocada por jogos decisivos é praticamente inevitável, principalmente para quem gosta de futebol.
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“À medida que você acompanha o seu time do coração e a continuidade dele na Copa do Mundo, vai estar exposto a momentos de tensão”, explica o cardiologista.
Proteger o coração


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Questionado sobre o que fazer para proteger o coração durante as partidas, Esper destaca que um jogo de futebol é um evento isolado. “Na maioria das vezes, são 90 minutos. Em alguns confrontos há prorrogação e pênaltis. O mais importante para proteger a saúde cardíaca é cultivar bons hábitos ao longo da vida”, recomenda.
O médico orienta evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, já que ambos, associados à tensão do jogo, podem favorecer o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. “Deve-se tentar, na medida do possível, manter hábitos saudáveis ao longo da vida e evitar o uso abusivo de álcool, cigarro, cafeína e outros estimulantes durante as partidas, principalmente se a pessoa já tiver alguma doença cardíaca”, orienta.
Esper esclarece que a emoção relacionada aos jogos esportivos, especialmente em competições como a Copa do Mundo, é comum e faz parte do cotidiano de muitas pessoas. Em alguns casos, o estresse desencadeia a liberação de catecolaminas, hormônios responsáveis por aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial, sobretudo em situações de tensão intensa.
Segundo o cardiologista, partidas decisivas como as da Copa do Mundo não representam risco para a maioria das pessoas, pois essa resposta faz parte do mecanismo fisiológico de luta ou fuga. “Ancestralmente, nós estamos acostumados a passar por isso”, frisa.
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