Após ir a jogo do Brasil, Eduardo Bolsonaro zomba de condenação do STF
Ex-deputado disse que afeto e o carinho das pessoas no estádio mostram ao Judiciário brasileiro que "ninguém se importa" com sua condenação

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que a boa recepção durante sua ida ao jogo da Seleção Brasileira é um “tapa com luva de pelica no Judiciário”. Eduardo acompanhou na segunda-feira (29/6) a partida entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo de 2026, disputada no NRG Stadium, nos Estados Unidos.
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As declarações foram dadas em uma entrevista ao canal Rede Comunica Brasil, no YouTube, nesta quarta-feira (1º/7).
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O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) destacou que o afeto e o carinho das pessoas durante sua ida ao estádio sinalizam ao Judiciário brasileiro que “ninguém está se importando” com a sua condenação, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso da Justiça.
“Ninguém está nem se importando com essa condenação que eu fiquei sabendo pela imprensa de 4 anos e 2 meses de prisão que eu recebi, supostamente por tentar interferir no processo do meu pai. No entanto, todo mundo sabe que é uma vingança liderada pelo Alexandre Moraes, porque ele não gostou de ser sancionado com a Lei Magnitsky pelo Trump”, afirmou.


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A exemplo do irmão Flávio, Eduardo buscou capitalizar o fato de Gabriel Martinelli, jogador que fez o gol da vitória sobre o Japão, usar o número 22, mesmo que o patriarca da família, Jair Bolsonaro, usou nas últimas eleições. “Foi sofrido, mas o 22 do finalzinho do jogo chegou ali para sacramentar, para consertar as coisas”.
Estadia nos EUA
O ex-parlamentar foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por interferência em processo judicial relacionado à investigação da tentativa de golpe de Estado que culminou na condenação de Jair Bolsonaro.
Além da pena de prisão, o ex-deputado foi condenado à perda definitiva do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) e ficará com os direitos políticos suspensos por oito anos após o cumprimento integral da pena, o que o torna inelegível até 2038.
No entanto, apesar da condenação, Eduardo permanece em liberdade e não há mandado de prisão expedido contra ele. Isso porque o acórdão do julgamento ainda não foi publicado, e a defesa pode apresentar recursos antes do trânsito em julgado da ação.
Licenciado do mandato desde março de 2025, ele passou a viver nos EUA, onde intensificou articulações junto a parlamentares e integrantes do governo norte-americano em defesa do pai e com críticas às decisões do STF.
