Mesmo com série de agressões, mulher queimada nunca registrou BO, diz delegada
PC instaurou inquérito para apurar tentativa de feminicídio; pena pode chegar a 40 anos

Jobison Barros, com informações da TV Gazeta
30/06/2026 às 7:17 - há XX semanas
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A mulher que teve cerca de 90% do corpo queimado após ser atacada pelo companheiro nunca registrou boletim de ocorrência nem solicitou medida protetiva, apesar de, segundo relatos de familiares, viver um relacionamento marcado por episódios de violência. A informação foi confirmada nesta terça-feira (30), pela delegada Ana Luísa Nogueira, responsável pela investigação da tentativa de feminicídio, cuja pena pode chegar a 40 anos de prisão.
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Segundo a delegada, a ausência de registros anteriores impediu que as forças de segurança adotassem medidas preventivas para afastar o agressor e proteger a vítima antes da violência extrema.
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"Esse caso acende um alerta para toda a sociedade. Em muitos episódios de violência doméstica, o agressor apresenta um comportamento completamente diferente diante das outras pessoas, mas, dentro de casa, pratica agressões contra a companheira. A polícia só consegue agir quando toma conhecimento dos fatos", afirmou.
O suspeito permanece preso após ser autuado em flagrante por tentativa de feminicídio. Ele foi localizado depois de dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió, apresentando queimaduras em uma das pernas, provocadas durante o crime.


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De acordo com as investigações, o homem não aceitava o término do relacionamento e teria levado a vítima até um terreno baldio, onde jogou combustível e ateou fogo.
A mulher sofreu queimaduras em aproximadamente 90% do corpo e permanece internada em estado gravíssimo no Hospital Geral do Estado (HGE).
Desde que tomou conhecimento do caso, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a tentativa de feminicídio. O procedimento é conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher 2 (DEAM 2) e deverá ser concluído no prazo legal de 10 dias.
Segundo Ana Luísa Nogueira, o investigado poderá receber uma das penas mais severas previstas na legislação penal, podendo chegar a 40 anos de prisão.
"Trata-se de um crime extremamente grave, de uma brutalidade muito grande. Esperamos que esse agressor seja responsabilizado com o máximo rigor da lei", declarou.