'A Mão de Deus': há 40 anos, Maradona imortalizava o polêmico gol de mão
Há 40 anos, a Argentina batia os ingleses no Azteca

Em 22 de junho de 1986, o Estádio Azteca, no México, testemunhou o capítulo mais dramático, genial e controverso da história do futebol. Há exatos 40 anos, Diego Armando Maradona liderou a Argentina na vitória por 2 a 1 contra a Inglaterra, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Em um intervalo de apenas quatro minutos, o camisa 10 canalizou a 'malandragem' e a genialidade que o definiram como mito, anotando dois gols eternos: a polêmica "Mão de Deus" e a pintura eleita pela Fifa como o "Gol do Século".
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Diego entra em ação
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O placar do segundo tempo corria aos seis minutos quando a mística ganhou forma. Após uma tabela com Jorge Valdano, o defensor inglês Steve Hodge rebateu mal a bola para o alto. Em uma disputa aérea improvável com o goleiro Peter Shilton, o capitão argentino usou o punho esquerdo de forma sutil para desviar a bola para as redes. Diante dos protestos desesperados dos britânicos, o árbitro tunisiano Ali Bin Nasser validou o lance, e a expressão "La Mano de Dios" entrou definitivamente para o folclore do esporte.
Da trapaça à pintura


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Quatro minutos depois, a trapaça deu lugar à obra de arte pura. Aos 10 minutos da etapa complementar, Maradona recebeu a bola ainda no campo de defesa e iniciou uma arrancada monumental. Com um giro magnífico, deixou dois marcadores para trás e disparou em alta velocidade pelo lado direito. O craque driblou mais dois defensores ingleses, invadiu a área, deixou Shilton estendido no gramado com um último corte e empurrou a bola para o fundo do gol vazio, selando a maior obra-prima dos Mundiais.

Guerra das Malvinas
Além das quatro linhas, o confronto carregava uma pesada bagagem geopolítica. O embate ocorreu apenas quatro anos após a Guerra das Malvinas — o conflito armado de 74 dias entre a Argentina e o Reino Unido pela soberania do arquipélago no Atlântico Sul. Para os sul-americanos, o triunfo no gramado funcionou como uma revanche simbólica e uma catarse coletiva para toda a nação.
Caminho da vitória
Após despachar os ingleses, a seleção argentina embalou rumo à glória máxima na competição. A equipe superou a Bélgica na semifinal e derrotou a Alemanha Ocidental na grande decisão em solo mexicano. O resultado garantiu o bicampeonato mundial dos 'hermanos' e coroou a maior exibição individual que o planeta bola já presenciou.
Detalhes do confronto
Placar: Argentina 2 x 1 Inglaterra
Data: 22 de junho de 1986
Local: Estádio Azteca, Cidade do México (México)
Árbitro: Ali Bin Nasser (Tunísia)
Público: 114.580 espectadores
Escalações:
Argentina
Nery Pumpido; José Luis Brown, José Cuciuffo e Oscar Ruggeri; Sergio Batista, Jorge Burruchaga (substituído por Carlos Tapia), Héctor Enrique, Ricardo Giusti e Julio Olarticoechea; Diego Maradona (C) e Jorge Valdano.
Técnico: Carlos Bilardo.
Inglaterra
Peter Shilton (C); Gary Stevens, Kenny Sansom, Terry Fenwick e Terry Butcher; Glenn Hoddle, Peter Reid (substituído por Chris Waddle), Trevor Steven (substituído por John Barnes) e Steve Hodge; Gary Lineker e Peter Beardsley.
Técnico: Bobby Robson.
