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Eduardo Bolsonaro questiona STF após processo que levou a sua condenação

A Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão por coação


				Eduardo Bolsonaro questiona STF após processo que levou a sua condenação
Vinicius Schmidt/Metropoles

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) questionou o motivo pelo qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não está incluído no processo em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado por coação e atuação contra o Brasil nos EUA.

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As declarações foram dadas em uma entrevista ao canal Rede Comunica Brasil, no YouTube, nesta quarta-feira (17/6).

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Eduardo afirma que quem decretou as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi Trump, e que ele não está incluso no processo, pois o ministro “não tem coragem” de enfrentar o líder norte-americano.

“E aí eu pergunto: quem decretou a sanção contra o Moraes, a Lei Magnitsky e as as sanções Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, na sigla em inglês)? Foi o presidente Trump, junto com seus secretários Scott Bessent e Marco Rubio, não foi Eduardo Bolsonaro”, afirmou o ex-parlamentar, que hoje mora nos Estados Unidos.

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Eduardo questionou, ainda, “por que o Trump, pelo menos, não está nesse processo?”

“Porque eles não têm coragem. Sabe quando eles vão ter? Quando o Trump se tornar ex-presidente e se for eleito ao governo radical de esquerda. Aí, vocês vão ver o STF trabalhando junto com o governo norte-americano para ir atrás do Trump”, destacou.

O ex-deputado alegou que, enquanto esse cenário não for possível, ele vai continuar sendo o alvo do Supremo.

A respeito da Lei Magnitsky, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou que há uma movimentação dentro dos órgãos norte-americanos para voltar a sancionar o ministro do STF.

“Há um ambiente sendo criado para o retorno da Lei Magnitski. E eu acho que pode haver uma intenção do Moraes de buscar que os outros ministros também sejam sancionados com ele, para que a Corte toda se una em defesa a favor dele. Segundo consta o texto da lei, qualquer pessoa que dê apoio logístico, moral, financeiro ou de qualquer espécie ao sancionado, ele também pode sofrer as mesmas penalidades”, finalizou.

Condenado por coação à Justiça

A Primeira Turma do STF condenou por unanimidade, nessa terça-feira (16/6), o ex-parlamentar por coação no curso do processo por ter atuado para interferir no julgamento em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Eduardo atuou para atrapalhar a ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi posteriormente condenado.

Segundo a acusação, ele teria atuado junto a autoridades e parlamentares americanas para pressionar o governo norte-americano a adotar medidas contra ministros do STF e contra o próprio Brasil.

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