Marlon Araújo revela o detalhe que transformou um 3 a 0 em empate do CRB
Com auxílio das imagens da partida, comentarista mostrou que faltou para o Galo eficiência no setor defensivo

Abrir 3 a 0 fora de casa parecia colocar o CRB em uma situação confortável diante do Atlético-GO. No entanto, a equipe alagoana viu a vantagem desaparecer e deixou o campo com um empate por 3 a 3. Para Marlon Araújo, o resultado não foi fruto do acaso, mas consequência de um detalhe tático que se repetiu ao longo da partida.
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Durante o Bom Dia Alagoas, desta segunda-feira (15), o comentarista utilizou imagens dos gols para explicar tanto os acertos ofensivos do CRB quanto os erros que permitiram a reação do adversário.
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Na avaliação de Marlon, o primeiro gol resume uma característica importante da equipe: recuperar a posse e acelerar imediatamente a jogada. O desarme seguido do passe vertical permitiu que Mikael explorasse o espaço criado pela saída do zagueiro, acionando uma movimentação rápida que terminou com a abertura do placar antes mesmo de o primeiro minuto ser completado.
O segundo gol também nasceu da inteligência coletiva. O comentarista destacou o preenchimento da área e a aproximação entre os jogadores, especialmente a participação de Mikael e a troca de passes entre Thiaguinho e Crystopher, que resultou em uma bela finalização.


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Já o terceiro gol teve origem, novamente, em uma recuperação de bola. Desta vez, Dadá Belmonte interceptou a jogada adversária e iniciou o contra-ataque que encontrou Mikael em velocidade. Segundo Marlon, o atacante atingiu cerca de 31 km/h na arrancada, característica que considera uma das principais virtudes do jogador, conduzindo a jogada até marcar o terceiro gol do CRB.
Se ofensivamente o time mostrou organização e eficiência, defensivamente a história foi diferente.
Ao analisar os gols do Atlético-GO, Marlon explicou que o problema não estava necessariamente no posicionamento inicial da equipe, mas na perda dos duelos individuais dentro da área. Em um dos lances, mostrou que o marcador chegou a identificar a movimentação do atacante adversário, porém perdeu a referência no momento do cruzamento e permitiu a finalização.
Segundo o comentarista, faltou o chamado “encaixe de braço”, recurso utilizado pelos defensores para manter contato com o atacante e impedir que ele ganhe espaço e impulsão para atacar a bola.
No gol que iniciou a reação do Atlético-GO, o cruzamento encontrou justamente um jogador que conseguiu vencer a disputa aérea após o defensor perder essa referência.
A análise se repetiu no lance do empate. Mesmo com superioridade numérica dentro da área, o CRB permitiu liberdade para o cruzamento e voltou a perder o duelo pelo alto, deixando um atacante livre para concluir a jogada.
Para Marlon Araújo, esse comportamento deixou de ser um episódio isolado e passou a representar um padrão que precisa ser corrigido. Na reta final da análise, ele afirmou que quem acompanha a Série B já percebeu onde explorar a defesa regatiana.
Na avaliação do comentarista, os cruzamentos direcionados para as costas do lateral e a dificuldade nas disputas aéreas têm se repetido com frequência, tornando esse setor uma vulnerabilidade que os adversários começam a utilizar de forma sistemática.
Assim, o detalhe que transformou um jogo aparentemente controlado em um empate não esteve na construção ofensiva do CRB — elogiada por Marlon —, mas na repetição de falhas de comportamento defensivo nos lances pelo alto, justamente quando a equipe precisava administrar a vantagem construída no placar.
