EUA justifica veto a árbitro na Copa do Mundo
Omar Artan é um dos principais árbitros africanos. Somali iria apitar em uma Copa pela primeira vez

O governo dos Estados Unidos se pronunciou sobre o veto à entrada do árbitro Omar Abdulkadir Artan no país. O juiz apitaria jogos da Copa do Mundo de 2026, mas teve visto negado pelos americanos.
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Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, declarou que a decisão das autoridades migratórias foi correta. Em entrevista para a rádio britânica TalkSport, Giuliani declarou que Artan tinha ligações com “pessoas ruins”.
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“Há algumas coisas sobre as quais não podemos falar. Mas o que posso dizer é que ele é o único árbitro, o único oficial não iraniano, que foi impedido de entrar no país para este torneio. Ele estava conversando com algumas pessoas ruins, muito recentemente, sobre ações aqui nos Estados Unidos”, disse Giuliani.
Artan é um dos principais árbitros do futebol africano e foi eleito árbitro do ano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF). Para a Copa, ele estava, há quatro anos, participando de cursos promovidos pela Fifa no Catar e nos Emirados Árabes Unidos.


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Entenda o caso
Omar Artan teve visto negado pelos Estados Unidos e está fora da competição. O profissional chegou a desembarcar no país e teve suporte da embaixada da Somália. No entanto, os americanos mantiveram a posição.
Segundo o jornalista Micky Jnr, especialista em futebol africano, Artan teve dificuldades para conseguir a documentação necessária para viajar aos Estados Unidos. Ele iniciou a viagem no Quênia, passou pela Turquia até chegar ao território norte-americano.
Ao desembarcar, agentes de imigração teriam impedido a entrada do árbitro no país. Omar Artan foi enviado de volta à Somália. Ele seria o primeiro juiz do país em uma Copa do Mundo.
Em 2025, Artan apitou a final da Liga dos Campeões da África entre Pyramids, do Egito, e Mamelodi Sundowns, da África do Sul. O somali foi eleito o melhor árbitro da competição.
