Justiça decreta prisão preventiva e sela destino de PTK; entenda
Alvo de operação policial, influenciador é suspeito de envolvimento com o Comando Vermelho

Regina Carvalho
04/06/2026 às 10:36 • Atualizada em 04/06/2026 às 11:41 - há XX semanas
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O delegado Igor Diego, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), confirmou que o influenciador e pré-candidato a deputado federal Patrick de Almeida Silva, o “PTK”, teve a prisão mantida durante audiência de custódia e já foi conduzido ao sistema prisional alagoano.
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PTK foi preso, nessa quarta-feira (3), durante uma operação policial contra a facção criminosa Comando Vermelho. Por questão de segurança, a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) informou que não vai revelar para qual unidade prisional o influenciador foi levado.
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Com o influenciador a polícia apreendeu R$ 20 mil em espécie, dois iPhones, dois anéis de ouro e um pendrive.
Um áudio divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) mostra uma conversa do chefe da facção criminosa Comando Vermelho em Alagoas, o Nem Catenga, que pede apoio político ao “PTK”.


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Na gravação, o influenciador afirma que a facção precisava ter “um representante nosso” para manter “uma voz ativa” na política. Segundo a investigação, o influenciador teria sido escolhido pela facção para disputar um cargo eletivo em Maceió nas eleições de 2024.
Segundo o delegado Igor Diego, a facção criminosa tentava ampliar a influência política em Alagoas por meio de candidaturas ligadas ao grupo.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) detalhou, durante coletiva ontem, que a ação teve como objetivo cumprir mandados judiciais, expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, contra integrantes da facção Comando Vermelho. As prisões aconteceram em Maceió, Marechal Deodoro e no Rio de Janeiro.
Segundo os delegados responsáveis pelo caso, a análise financeira do influenciador se tornou um dos eixos centrais da investigação. "Não foram localizadas declarações de renda compatíveis com o volume de bens, movimentações e estilo de vida exibido publicamente pelo investigado", informaram os delegados.