Ao reagir ao acordo para as eleições majoritárias e pregar a autonomia política, o ex-prefeito JHC aprofunda as divergências com o grupo do deputado Arthur Lira e sinaliza que vai lutar com suas próprias armas para enfrentar os adversários.
Com risco calculado, JHC tem defendido, em suas incursões pelo interior, que não deve a cabeça a ninguém e que o povo saberá compreender sua posição política, sendo difícil, neste momento, retroceder em seu projeto político.
ESGOTANDO
Do lado do União Progressista, de Arthur Lira, e de Alfredo Gaspar, do Partido Liberal, a aliança com JHC é muito difícil de acontecer, até porque já está garantida a presença de Ronaldo Lessa como vice da chapa. Assim, o espaço político ficaria bastante reduzido para uma ampla composição.
SEM SENTIDO
Depois das divergências públicas entre JHC e Arthur Lira, aliados consideram plenamente improvável que eles dividam o mesmo palanque, defendam as mesmas ideias e convivam com sentimentos opostos.
OPÇÃO ELEITORAL
Mesmo que não estivesse em seu projeto para as eleições deste ano – embora, até o fim do prazo para as composições, tudo possa acontecer –, o PL já tem o nome do ex-reitor da Uncisal Henrique Costa como candidato ao governo.
SEM RETORNO
Pessoas próximas ao deputado Alfredo Gaspar já não acreditam em uma composição política com o ex-prefeito de Maceió e apostam que esse afastamento de JHC será prejudicial à sua campanha.
MUTIRÃO
O senador Renan Calheiros está anunciando uma ampla mobilização do MDB durante a Copa do Mundo para se aproximar mais do eleitorado da capital, onde tradicionalmente não tem obtido muito sucesso nas urnas nas últimas eleições.
ADESIVAÇÃO
Calheiros, que já definiu sua chapa majoritária, faltando apenas a escolha do candidato a vice-governador, tem programada uma ação de adesivação para fortalecer, além da candidatura de Renan Filho ao governo, a de seu companheiro de chapa, José Wanderley Neto.
EMBATE
Nas redes sociais, o embate entre situação e oposição já começa a se intensificar. Ao comemorar a redução dos crimes violentos no Estado em comparação com 2013, o Governador Paulo Dantas, provocado pelo ex-prefeito JHC, afirmou que “foi com o seu partido – leia-se PSDB – que Alagoas se tornou o estado mais violento do Brasil”.
COMEÇANDO
O entrevero entre situação e oposição é apenas o começo do que está por vir, e a segurança pública será um dos temas mais debatidos durante a campanha que se inicia.
CONTAS
Termina no dia 30 deste mês o prazo para que os partidos políticos apresentem à Justiça Eleitoral as prestações de contas anuais referentes ao exercício de 2025. O alerta foi feito pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, que informou que a obrigação vale para todas as legendas, mesmo que não tenham arrecadado recursos nem realizado despesas.