Opa, pessoal!!
Hoje eu quero levar vocês para mais um desses encontros especiais da Segunda dos Chefs, onde a mesa vira ponto de encontro entre amigos, cozinheiros e apaixonados por comida boa. Dessa vez, fomos revisitar um restaurante que trabalha muito bem a criatividade dentro da cozinha nordestina contemporânea. Sejam bem-vindos e bem-vindas ao Ôxe!!
O Ôxe tem essa proposta muito interessante de pegar ingredientes e referências regionais e transformar tudo em pratos modernos, divertidos e muito bem executados. E a experiência começou já nas entradas, uma melhor que a outra.
O primeiro prato que experimentamos foi o Bolinho de Peppa, que foi um dos meus favoritos. Um bolinho de porco com linguiça artesanal, acompanhado de maionese de cenoura, ketchup de goiabada e picles de maxixe. O contraste entre o salgado da carne, o adocicado da goiabada e a acidez do maxixe ficou extremamente equilibrado e cheio de personalidade.

Depois veio o Expresso do Oriente, que traz coração de galinha envolvido num molho teriyaki muito bem reduzido, acompanhado de pão na brasa para aproveitar tudo até a última gota. Uma mistura de referências orientais com alma nordestina que funciona muito bem.

Também provamos o Primavera do Sol, um rolinho primavera recheado com carne de sol e servido com molho tarê. Crocante por fora, recheio bem temperado e aquele equilíbrio entre textura e sabor que faz a gente querer repetir.

Outra entrada que chamou bastante atenção foi o Brazulaque, um tipo de queijo típico alagoano, bem difícil de encontrar, é artesanal e vem da Fazenda Amazonas (Viçosa - AL), empanado na farinha panko e servido com chimichurri de coentro, ketchup de goiabada, mel de engenho picante e pão de casa na chapa. Leve, crocante e muito agradável, principalmente pelo frescor dos molhos que acompanham o prato.

Uma das grandes surpresas foi o Sol Frio, um tartar de carne de sol muito bem temperado, servido com picles de mostarda e chips crocantes de banana da terra. Um prato criativo, refrescante e cheio de contraste, daqueles que ficam na memória. Teve também a Carne de sol com baião de dois, delicioso e vindo com legumes, queijo coalho na manteiga de garrafa e molho roti, espetacular!


E encerrando as entradas, chegaram as Asinhas Ôxe, extremamente crocantes, envolvidas num barbecue artesanal levemente apimentado. Bem caramelizadas, sabor intenso e uma textura excelente.

Nos pratos principais, o restaurante também mostra muito da sua identidade criativa. Um deles é a Língua da Nide, homenagem à querida jornalista gastronômica Nide Lins. O prato traz pastrami de língua ao molho de carne, acompanhado de farofa de cuscuz com legumes e queijo coalho. Rico em sabor, muito confortável e com uma construção que valoriza ingredientes regionais de uma forma elegante.

O outro principal foi o Carneiro guisado com cuscuz, servido com feijão verde e legumes. Um prato acolhedor, encorpado e muito bem temperado, daqueles que traduzem perfeitamente a cozinha nordestina afetiva.

E para fechar o encontro, a sobremesa veio no mesmo nível da experiência inteira. Uma cartola reinterpretada, acompanhada de sorvete de tapioca, mel de engenho, crosta crocante de queijo coalho e uma compota de banana com imburana que trouxe perfume e profundidade ao doce. Uma finalização muito bonita e cheia de identidade.


E é isso, pessoal!!
O Ôxe funciona todos os dias das 12h às 15h e das 18h às 22h, exceto às terças-feiras.
Agora localizado na Rua Paulina Maria de Mendonça, 141, na Jatiúca.
No Instagram, vocês encontram tudo através do @oxe_maceio
Até a próxima!